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    Investigação

    Amigo de estudante picado por naja no Distrito Federal é preso pela Polícia Civil

    Os estudantes de veterinária são suspeitos de integrar um grupo dedicado ao tráfico de animais exóticos no DF

    22/07/2020 - 11h18 - Atualizada em: 22/07/2020 - 11h24

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    Por Agência Brasil
    naja
    Pedro foi picado em 7 de julho por uma Naja kaouthia
    (Foto: )

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quarta-feira (22) a terceira fase da Operação Snake, em que cumpriu mandado de prisão temporária contra o estudante de veterinária Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro Henrique Kambreck Lehmkul, jovem que ficou em coma após ser picado por uma cobra naja.

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    Ribeiro e Kambreck, que também é estudante de veterinária, são suspeitos de integrar um grupo dedicado ao tráfico de animais exóticos no DF. 

    O mandado de prisão de Ribeiro foi expedido após uma representação da autoridade policial. Segundo a PCDF, há indício de que ele estaria tentando obstruir diligências policiais desde o início das investigações.

    Ele é suspeito ainda de ter ocultado 16 serpentes de Pedro Kambreck, que foi picado em 7 de julho por uma Naja kaouthia – cobra originária da Ásia, cujo veneno pode matar. Os animais foram encontrados em um haras na cidade de Planaltina. Ribeiro teria também deixado a naja dentro de uma caixa perto de um shopping na região central de Brasília.

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    Os atos teriam sido praticados enquanto Kambreck estava internado em coma devido à picada. Após tratamento com soro antiofídico enviado pelo Insituto Butantan, em São Paulo, ele teve alta na semana passada.

    Em 15 de julho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) informou que Ribeiro foi multado em R$ 81,3 mil por dificultar a ação do órgão e manter animais nativos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

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    O Ibama também multou Kambreck em R$ 61 mil por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticas em cativeiro sem autorização. Até a semana passada, o instituto disse ter recebido 32 serpentes, além de tubarões, que foram entregues voluntariamente após a picada da naja.

    Gabriel Ribeiro foi encaminhado à 14ª Delegacia de Polícia no Gama - região a 30 km de Brasília - que conduz a investigação sob sigilo. Até as 12h desta quarta, a reportagem não tinha conseguid contato com a defesa do estudante.

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