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Sem previsão

Ampliação de Centro de Bem-estar Animal não tem data para começar em Joinville

Prefeitura de Joinville trabalha em projetos para deixar o CBEA com 692 metros quadrados para tratamento e acolhimento 

03/05/2019 - 07h57 - Atualizada em: 03/05/2019 - 08h00

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Hassan
Por Hassan Farias
Prefeitura trabalha em projetos para deixar o CBEA com 692 metros quadrados
Prefeitura trabalha em projetos para deixar o CBEA com 692 metros quadrados
(Foto: )

A prefeitura ainda não tem data definida para começar as obras de ampliação do Centro de Bem-estar Animal (CBEA) de Joinville. O município trabalha na elaboração dos projetos técnicos para dar início ao processo de licitação e aumentar o local em 692 metros quadrados de área.

O novo espaço será ampliado para o tratamento veterinário e o acolhimento de animais, em um investimento previsto de R$ 884 mil, com recursos da prefeitura. Será construído um galinheiro para abrir galos de rinha e um bloco equestre, além do acréscimo de 33 metros quadrados para o gatil e outros 288 metros quadrados para os canis e o serviço de internação.

A obra ainda prevê 827 metros quadrados de pavimento flexível e lajota sextavada para a área onde os animais precisam caminhar e tomar sol durante o tratamento. E também outros 330 metros quadrados de pavimento rígido em concreto no caminho usado para levar os bichos entre os espaços internos do CBEA.

O secretário de infraestrutura Romualdo França apresentou dados sobre a ampliação do Centro de Bem-estar Animal neste mês, durante reunião da comissão de urbanismo da Câmara de Vereadores. A Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra) é a responsável pela elaboração dos projetos arquitetônico, estrutural, hidrossanitário e elétrico.

França afirmou aos vereadores que as propostas devem ficar prontas em torno de 60 dias. Segundo a prefeitura, depois da conclusão dessa etapa, a Seinfra vai encaminhar o termo de referência para a Secretaria de Administração e Planejamento (SAP). A pasta então poderá dar início ao processo de licitação para a obra, mas ainda não há uma data prevista para isso ocorrer.

O centro é ligado à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama), sendo responsável por acolher para tratamento os animais vítimas de maus-tratos e os sem tutores, feridos ou doentes. Hoje, existem 74 bichos abrigados no espaço.

O CBEA também tem a atribuição de realizar a castração e microchipagem, atuar em campanhas educativas de incentivo à guarda responsável e manter parcerias com organizações não-governamentais para encaminhamento de animais para a adoção.

Falta de área de isolamento

A vereadora Tania Larson (SD) é membro da comissão de urbanismo e defensora da causa animal na cidade. Ela participou da reunião em que o secretário França detalhou o projeto e avaliou a ampliação como necessária para o Centro de Bem-estar Animal.

Segundo ela, o número de internos continua a crescer, principalmente pela irresponsabilidade das pessoas que os abandonam. A preocupação da vereadora é com a “estrutura que deixa a desejar” para atender os bichos que são atropelados e os vítimas de maus-tratos.

— Os profissionais lá são ótimos, mas a estrutura não ajuda eles para que possam desenvolver o trabalho com ainda mais qualidade. Quando vimos o projeto, achamos excelente, mas a nossa preocupação é de que o processo de reforma saia logo — explicou a vereadora durante o encontro.

De acordo com Tania, a maior dificuldade do CBEA atualmente é a falta de uma área de isolamento, porque um animal com doença viral acaba passando a enfermidade para outros que estão dentro do mesmo espaço. Hoje, três estão confinados porque foram identificados dois casos de cinomose – doença contagiosa provocada por vírus – há duas semanas. A prefeitura afirmou que, mesmo assim, mantém o atendimento de acolhimento.

O mesmo problema com a cinomose deixou o centro com o acolhimento suspenso durante grande parte do ano passado para o tratamento da doença, que atingiu os animais que estavam internados.

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