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    Antonieta de Barros é oitavo exemplo de superação da série Pequenos Grandes Talentos

    História da catarinense que foi pioneira na política será contada neste sábado (24), às 14h, na NSC TV

    22/08/2019 - 16h56 - Atualizada em: 22/08/2019 - 16h57

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    Por Priscila Araújo
    As atrizes Joana Felício (D) e Ana Letícia da Silva Brochado, que participam do episódio
    (Foto: )

    Precursora na luta contra a discriminação dos negros, Antonieta de Barros foi professora, jornalista, política e inspiração para as causas femininas e raciais. Esses foram alguns dos motivos que levaram a história desta catarinense a protagonizar o oitavo capítulo da série dramatúrgica e documental Pequenos Grandes Talentos, produzida em parceria entre a TVi e a NSC TV.

    Antes de ter os feitos reconhecidos, Antonieta foi uma criança com perspicácia. Filha da ex-escrava e lavadeira Catarina de Barros e de pai desconhecido, ela foi criada na casa da família Vidal Ramos, em Florianópolis, onde a mãe trabalhava.

    Enquanto a genitora cuidava dos filhos dos patrões, Antonieta e a irmã Leonor cresciam no palácio. Ela foi alfabetizada aos cinco anos e convivia com as famílias mais afortunadas da Capital catarinense.

    Para Joana Felício, que interpretou Antonieta na fase adulta para a série, o que mais chamou atenção foi a mulher ter sido a primeira deputada estadual negra do país.

    — Uma mulher e negra, naquela época, me espantou. Isso eu não sabia. Que ela era professora, sim. Hoje em dia, nós ainda somos minoria na política e, naquele tempo, ela foi a única a ter enfrentado uma bancada de não sei quantos homens, se fazer valer da palavra, e ter autoridade no que está falando. Não quero ser deputada, mas quero chegar longe também — reflete Joana.

    Educação como instrumento

    Por ter conhecimento de que a educação seria a única ferramenta para abrir novas possibilidades aos cidadãos que eram oprimidos e discriminados, Antonieta abraçou e levantou esta bandeira. Chegou a montar a própria escola de alfabetização e deu aulas para a comunidade.

    Também atuou na diretoria, com alunos insubordinados, e se posicionou em colunas que escrevia para os jornais da época.

    Antonieta escreveu para o jornal A Semana entre de 1922 a 1927, e dirigiu, em 1930, a revista Vida Ilhoa. Foi cronista dos jornais O Estado e República, e publicou o livro Farrapos de Ideias, em 1937. Assim, ela marcou a história catarinense com seus feitos, e é tida como exemplo até hoje.

    — Eu acho que a transição de quando ela sai do morro e vai morar na cidade, com a mãe e a irmã, é admirável. Ela ter o pensamento de que a vida delas vai mudar, levantar a cabeça, estufar o peito e dizer “eu vou e eu faço”, é inspirador. A coragem dela é encantadora — resume a atriz Joana Felício.

    Programação:

    24/08: Antonieta de Barros

    31/08: Willy Zumblick

    07/09: Zilda Arns

    14/09: Lindolf Bell

    21/09: Santa Paulina

    28/09: Resumo com os destaques da série

    Horário: sempre às 14h

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