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    "É momento do Governo do Estado refletir sobre suas decisões", avalia doutor em saúde pública

    Santa Catarina tem avanço dos casos de coronavírus e da taxa de ocupação de leitos de UTI

    29/06/2020 - 09h59 - Atualizada em: 29/06/2020 - 11h54

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    Kadu
    Por Kadu Reis
    Doutor em saúde pública avalia cenário de SC na pandemia
    Doutor em saúde pública avalia cenário de SC na pandemia
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    O cenário de Santa Catarina na pandemia de coronavírus é analisado pelo doutor Fabrício Menegon, chefe do Departamento de Saúde Pública da UFSC, no programa Direto da Redação desta segunda-feira (29). Com 5.358 casos ativos de coronavírus, o estado tem 67,2% dos leitos de UTI do SUS ocupados. Além de 312 mortes confirmadas pela Covid-19, o número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é oito vezes superior ao mesmo período do ano passado.

    — É sempre um risco a questão da disponibilidade de leitos de UTI, porque este indicador tem sido utilizado pelo Governo do Estado para avaliar a eficiência do sistema de saúde em oferecer atendimento à população. O indicador é muito frágil, pois depende da dinâmica da epidemia no Estado. A epidemia está avançando no interior do estado e isso irá reverberar na disponibilidade de leitos. É momento do Governo do Estado refletir sobre suas decisões — avalia o doutor em saúde pública.

    Ouça o Direto da Redação desta segunda-feira:

    Dos 1.316 leitos de UTI existentes no Sistema Único de Saúde (SUS) em SC, 885 estão ocupados, sendo 255 por pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19. A taxa de ocupação geral é de 67,2%. Em Florianópolis, a taxa de ocupação atinge 84,6%. Dos 235 leitos existentes para adultos e crianças, há apenas 36 disponíveis.

    Desde o início da pandemia, 312 mortes foram registradas em Santa Catarina por coronavírus. O número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave é oito vezes superior ao do mesmo período no ano passado, chegando a 741, dos quais 256 tiveram Covid-19. Entre as mortes por SRAG, 432 não tiveram a detecção de vírus. 

    — É possível que no futuro tenhamos uma reclassificação destes óbitos por SRAG e que eles passem a fazer parte das estatísticas de óbitos por Covid-19. Isso é um procedimento natural dos sistemas de saúde. Acredito no aumento do número de casos. A mortalidade por SRAG é muito maior do que no ano passado e a única diferença que temos é a presença da Covid-19. Não há outro vírus circulante que tenha tamanha potência de aumentar a mortalidade desta maneira — conclui Menegon.

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