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    Tragédia

    Apartamento no Chile em que catarinenses morreram estava sem vistoria

    Segundo vizinhos, encanamento de gás chegou a ser feito, mas imóvel não recebeu a nova estrutura

    24/05/2019 - 12h28

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    Redação
    Por Redação DC
    Prédio onde catarinenses foram achados mortos em Santiago, no Chile
    Prédio onde catarinenses foram achados mortos em Santiago, no Chile
    (Foto: )

    O apartamento alugado pelos seis brasileiros que morreram no Chile na noite de quarta-feira (22) estava sem vistoria há 15 anos. Cinco das vítimas eram catarinenses. A informação sobre a condição do imóvel é da NSC TV, que apura as primeiras avaliações realizadas pelas autoridades, em Santiago. Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de monóxido de carbono tenha provocado intoxicação nos brasileiros e causado as mortes.

    Segundo os moradores do prédio, a construção tem mais de 50 anos. O encanamento de gás natural do edifício foi feito anos atrás, mas o apartamento não recebeu essa estrutura, informaram vizinhos à equipe da NSC TV. Funcionários do Serviço de Eletricidade e Combustível (SEC), órgão estatal chileno responsável por avaliar as condições das edificações, atribuem selos de certificação nas cores verde, bege e vermelho, de acordo com o funcionamento hidráulico, elétrico e de gás.

    De acordo com o SEC, o imóvel tinha selo vermelho e, por isso, não estava em condições adequadas para ser alugado. Ainda segundo o serviço, os proprietários devem pedir as vistorias, o que não foi solicitado nos últimos 15 anos. As autoridades chilenas também investigam a possibilidade de o apartamento ter sido sublocado.

    A empresa Airbnb, que alugou o apartamento, informou que vai arcar com o traslado dos corpos, e que também presta assistência aos responsáveis por oferecer o apartamento — a identidade do locador não foi revelada.

    Família de Biguaçu, na Grande Florianópolis, passava férias em Santiago, no Chile
    Família de Biguaçu, na Grande Florianópolis, passava férias em Santiago, no Chile
    (Foto: )

    Como ocorreu a tragédia no Chile

    Seis turistas brasileiros morreram em um apartamento na cidade de Santiago. O caso ocorreu nesta quarta-feira (22). Segundo a polícia local, eles teriam inalado gás, supostamente monóxido de carbono. Entre as vítimas estão cinco catarinenses: um casal de Biguaçu, na Grande Florianópolis, os dois filhos, e mais outro casal formado por um catarinense e uma mulher de Goiânia.

    A identidade das vítimas foi confirmada pela família. Morreram o casal Fabiano de Souza, 41 anos, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos; e os filhos Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta semana, e Felipe Nascimento de Souza, 13. A família morava em Biguaçu. A prefeitura do município emitiu nota lamentando a tragédia e decretou luto oficial.

    Além deles, também morreram Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, que também é catarinense e é irmão de Débora, e a esposa dele, Adriane Krueger, que é de Goiânia. O casal morava na cidade de Hortolândia, em São Paulo.

    Suspeita de vazamento de gás

    Quando a polícia entrou no local, notou que todas as janelas estavam fechadas. A suspeita é que isso teria provocado a grande concentração do gás no apartamento. A informação foi passada pelo comandante Rodrigo Soto à imprensa local.

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