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Apartamentos são entregues para moradores da Ponta do Leal: veja o que mudou para a comunidade

Imóveis foram destinados pela Prefeitura Municipal para famílias que viviam em situação de risco

19/03/2019 - 16h30 - Atualizada em: 25/03/2019 - 14h01

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Estúdio
Por Estúdio NSC
PMF
Condomínio Habitacional construído pela Prefeitura na Ponta do Leal
(Foto: )

A vida das mais de 80 famílias de Florianópolis mudou radicalmente no início deste ano. Além de, finalmente, terem um endereço formal, os moradores da Ponta do Leal, na parte continental da capital, agora comemoram a dignidade de ter o próprio apartamento. A entrega dos imóveis começou a ser realizada em fevereiro pela Prefeitura Municipal e contempla aqueles que vivem há anos em área de risco.

Durante anos dezenas de casas de madeira aglomeradas em palafitas, sem estrutura mínima de saneamento básico e demais serviços públicos foi a realidade dos moradores da Ponta do Leal, no bairro Estreito. A comunidade iniciada na década de 1960 convivia com o contraste de ter uma das vistas mais privilegiadas de Florianópolis, em frente à Ponte Hercílio Luz, cartão-postal catarinense; e ao mesmo tempo ter que lidar diariamente com o mau cheiro e insegurança das casas de madeira deterioradas pela maresia, construídas sobre o mar da Baía Norte.

MAIS SEGURANÇA, CONFORTO E QUALIDADE DE VIDA

Felizmente, essa situação agora faz parte do passado. Desde o final do último mês oitenta famílias que viviam no local receberam a chave do apartamento no Condomínio Habitacional construído pela Prefeitura. A obra, realizada com recursos captados junto ao Governo Federal, custou R$ 5,7 milhões. Localizado a poucos metros dos antigos casebres, o residencial está em uma área de 4.135 metros quadrados na Rua Quinze de Novembro. São três blocos de 24 apartamentos e uma quarta torre com 16 imóveis. O espaço foi doado ao Fundo de Arrendamento Residencial pela PMF e União.

Para a assistente social da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Kelly Cristina Vieira, a entrega dos imóveis cumpre um papel de promoção da dignidade desses moradores.

– O impacto na vida dessas pessoas é gigantesco, porque elas deixam de habitar um local irregular, cheio de vulnerabilidades e estigmas para estar em uma moradia que traz segurança e cidadania. Eles são proprietários e irão pagar por aquele espaço. Terão regularidade na ligação de água e luz, dentro de padrões de cidadania – afirma.

Para a assistente social, no entanto, os benefícios percebidos na vida dessas famílias vão além, já que trazem uma série de mudanças de autoestima.

– Eles chegam em casa e a moradia é digna, você apresenta para a família um lugar digno para se viver. A gente consegue perceber no brilho do olhar que pequenas mudanças começam a acontecer a partir daí e esse é o grande impacto – comenta.

PMF
São três blocos de 24 apartamentos e uma quarta torre com 16 imóveis
(Foto: )

Cada um dos apartamentos conta com cozinha, área de serviço, sala, sacada com churrasqueira, banheiro e dois dormitórios. No condomínio, há ainda estacionamento para carros e motos, além de playground para crianças. A seleção do imóvel que seria entregue para cada morador foi realizada por meio de sorteio.

Há mais de vinte anos, Simone da Silva de Oliveira deixou o Rio Grande do Sul em busca de um futuro melhor, e há uma década, a dona de casa mora na Ponta do Leal com o esposo e três filhos. Com a entrega das chaves, Simone comemora o recomeço.

– Além de a vista ser um esplendor, finalmente temos um endereço, um lugar pra chamar de nosso. Pingos de chuva na testa nunca mais! É uma sensação de poder, de alívio, de conquista, de realização, uma satisfação muito grande – conta.

A moradora lembra, ainda, como era a rotina na antiga casa:

– Com certeza, agora me sinto mais segura, mais tranquila, e menos nervosa, aterrorizada com os ventos fortes, com as tempestades violentas e com as ressacas. Meu futuro pertence a Deus, no entanto meus planos são conservar o apartamento, mobiliar e deixar com nossa aparência. Estamos felizes – completa.

Para serem selecionados, os moradores precisaram comprovar que residiam na Ponta do Leal pelo menos desde 2014 e que a renda familiar mensal não ultrapassava R$ 3,6 mil. Entre os critérios, estava também a exigência de nunca terem sido beneficiados com um imóvel social. Os contemplados pagarão 10% do valor do total do apartamento, avaliado em R$ 64 mil, em parcelas que não ultrapassem 5% da renda total da família.

Já a área que abriga as antigas casas vai sendo transformada aos poucos. Durante os próximos dias, as palafitas serão demolidas, e os entulhos, retirados. Após essa etapa, iniciará a recuperação ambiental da orla. Posteriormente, a Prefeitura Municipal de Florianópolis deverá discutir a possibilidade da criação de um espaço público de lazer, com a revitalização do local, criando um ambiente de convívio para todas as famílias da região.

​​Conteúdo patrocinado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e produzido pelo Estúdio NSC Branded Content​​.

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