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A mais catarinense

Apenas 19 moradores de Atalanta, no Vale do Itajaí, não nasceram em SC

Quase 100% dos 3,3 mil habitantes do município do Vale do Itajaí são catarinenses

06/05/2012 - 05h11 - Atualizada em: 06/05/2012 - 14h39

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Por Redação NSC
Atalanta se resume a uma área rural de 96,5 quilômetros quadrados dividida em oito comunidades agrícolas e apenas 1,6 quilômetro quadrado de área urbana
Atalanta se resume a uma área rural de 96,5 quilômetros quadrados dividida em oito comunidades agrícolas e apenas 1,6 quilômetro quadrado de área urbana
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Quase 100% catarinenses e totalmente apaixonados pelo pedacinho de terra onde moram. Assim são os 3,3 mil moradores de Atalanta, no Alto do Vale do Itajaí. Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destes, 19 não nasceram em Santa Catarina, o que caracteriza o município como o mais catarinense entre os 293 do Estado. Lá, seguem vivos os costumes, a gastronomia e o jeito de ser de um povoado colonizado por alemães e italianos há mais de 80 anos.

Além de 99,43% serem catarinenses, 75% deles também nasceram em Atalanta. O IBGE apontou ainda que lá o sonho de formar uma família e continuar morando no munícipio é compartilhado pela maioria dos moradores. Dos 2.882 habitantes com mais de 10 anos, 60% vivem em união estável e 67% das mulheres já tiveram filhos.

Distante 200 quilômetros de Florianópolis, Atalanta se resume a uma área rural de 96,5 quilômetros quadrados dividida em oito comunidades agrícolas e apenas 1,6 quilômetro quadrado de área urbana onde ao entorno de uma avenida, a 15 de Novembro, e poucas ruelas de estrada de chão, vivem e trabalham 447 famílias.

Uma cidade em que é possível percorrer o Centro em 20 minutos

O Centro da cidade pode ser conhecido a pé em uma caminhada de no máximo 20 minutos. Nele, estão 51 estabelecimentos comerciais como mercados, agropecuárias, bares e loja de móveis e eletrodomésticos. Mais distante do Centro estão instaladas 13 fábricas e indústrias nas áreas de tinturaria, serraria, marmoraria e de máquinas agrícolas.

A circulação de moradores no Centro é pequena e aparenta ser uma área ocupada por pessoas da mesma família. Todos com a mesma linguagem, mesma maneira de vestir, de olhar e até de andar. Eles se cumprimentam e param por alguns minutos para conversar sobre o tempo, se vai fazer muito frio já que no verão fez muito calor, se os filhos vão bem ou se os avós já melhoraram de saúde.

Dos trabalhadores, metade trabalha na agropecuária e o restante se divide entre o comércio a indústria local.

Só seis casas têm linha de telefone fixo em Atalanta

Para chegar ao trabalho, a maioria não demora mais do que cinco minutos. Quem leva mais tempo, se descola com um veículo que tem a cara de Atalanta: a tobata, um pequeno trator que os moradores adaptaram para fazer compras no centro e ajudar na lida do campo. A comunicação na cidade é feita no grito ou cara a cara mesmo. Das 1.069 moradias apenas seis tem telefone fixo e 267 tem acesso à internet. Os aparelhos celulares funcionam pouco pela falta de sinal.

Mas nada disso parece atrapalhar a vida pacata dos moradores que não fazem nada com pressa, se alimentam do que produzem no campo, não se preocupam com a falta de padarias ou cafés, já que tudo é feito em casa e tem como melhor opção de lazer ficar na companhia dos amigos e familiares.

Em Atalanta os filhos parecem ser tão grudados aos pais que só deixam a cidade depois de concluir o Ensino Médio. Mas a maioria não vai longe, estuda em faculdades da região e após a formatura retornam à cidade para colocar prática o que aprenderam. As meninas ainda sonham em casar de véu e grinalda na igreja e os avós ainda têm a palavra final na família.

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