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    Na hora do banho

    Após vacina, mãe encontra agulha na perna de bebê no RS

    Caso aconteceu em posto de saúde de São Leopoldo

    07/06/2018 - 12h15 - Atualizada em: 07/06/2018 - 15h43

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    A secretaria municipal da Saúde de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul apura o caso de um bebê de quatro meses que ficou com uma agulha presa na perna após ser vacinada em um posto da rede pública. O caso ocorreu no último dia 30, na Unidade Básica de Saúde Parque Mauá.

    De acordo com a mãe da menina, Camila Timm, ela teria procurado o posto por volta das 15h30min para aplicação das doses de rotavírus, pneumocócica e poliomielite. Horas mais tarde, quando foi dar banho na bebê, retirou o esparadrapo colocado nas pernas da criança após as injeções e percebeu o objeto:

    — Era a agulha inteira. Tirei e fiquei fazendo compressas no local. Ela estava chorando, mas nunca imaginei que teria uma agulha na perna.

    No dia seguinte, Camila registrou um boletim de ocorrência e levou a filha ao pediatra. Em razão do feriado, só conseguiu relatar o caso na secretaria da Saúde na última segunda-feira (4).

    — Eles só botavam a culpa no fornecedor da seringa. Mas isso não tem justificativa, ela não prestou atenção — critica.

    Ricardo Charão, secretário da Saúde do município, garante que a família recebeu toda a assistência necessária. Segundo ele, a pasta ouviu o relato de Camila e tomou providências em relação às seringas utilizadas na imunização de menores de um ano:

    — Ao que tudo indica, a agulha se desprendeu. Então, determinamos o recolhimento de todo esse lote de seringas. Nesta quarta (6), retiramos um outro lote que também tinha uma agulha solta.

    Além dessas medidas, a secretaria abriu processo administrativo para avaliar se houve um defeito no material utilizado. A conduta da técnica em enfermagem que aplicou as vacinas também está sendo analisada.

    — Posso assegurar que essa profissional tem mais de 20 anos de prática como vacinadora e na sua ficha funcional não há nada que a desabone. Mas igual, vamos apurar se houve negligência — diz Charão.

    Ele também tranquiliza os pais e faz um apelo para que eles não deixem de vacinar as crianças:

    — Nossa preocupação é que isso seja mal compreendido e reduza a procura da população para vacina da gripe, que é muito importante.

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