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Realização de sonho

Árbitra catarinense fará estreia no Brasileiro da Série D 

Charly Wendy estará à frente de Sergipe (SE) x Coruripe (AL), às 15h deste sábado (8) 

07/06/2019 - 06h25 - Atualizada em: 07/06/2019 - 14h55

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Por Guilherme Simon
árbitra charly wendy
Natural de Jaraguá do Sul, Charly integra o quadro de arbitragem da CBF desde o ano passado
(Foto: )

O ano era 2011. A catarinense Charly Wendy Straub Deretti se preparava para entrar em campo pela seleção brasileira universitária na Alemanha quando viu pela primeira vez um trio de arbitragem formado por mulheres. Hoje, oito anos depois, ela confessa que a cena a surpreendeu, mas diz que o momento também foi crucial para o que viria a seguir.

— Era uma surpresa porque a gente não costumava ver mulheres apitando jogos. Mesmo assim, lembro de ter pensado: quero ser igual a elas — revela Charly.

Desde então, a jovem nascida em Jaraguá do Sul tem subido degrau por degrau na profissão. Ingressou na Federação Catarinense de Futebol (FCF) em 2016, atuando em competições profissionais masculinas já no ano seguinte. Em 2018, passou a ingressar também o quadro de arbitragem da CBF e, neste sábado (8), realiza o sonho de apitar sua primeira partida nacional em competições masculinas.

Charly fará a estreia no Brasileiro da Série D, comandando a arbitragem da partida entre Sergipe (SE) x Coruripe (AL), válida pela 6ª rodada do Grupo A08 da competição. O jogo será às 15h, no Estádio Batistão, em Aracaju, e ela terá como assistentes os também catarinenses Eli Alves Sviderski e Gianlucca Perrone de Vasconcelos.

— Pra mim, é algo histórico. Quem vive a arbitragem sabe o quanto isso é grandioso — valoriza a árbitra.

Depois do começo no esporte como jogadora de futsal e futebol de campo, ela conta que a carreira no apito tem tido um crescimento rápido, mas sólido. Neste Catarinense, Charly apitou quatro partidas com boas atuações. Às vésperas da estreia nacional, ela se diz preparada para o desafio e espera aproveitar a oportunidade.

— Hoje, felizmente, as pessoas estão tendo outra a visão sobre a presença da mulher no futebol. E eu acho que isso se deve muito ao trabalho de entidades como a Federação Catarinense de Futebol (FCF), que tem nos incentivado a conquistar esse espaço. A gente só quer mostrar o nosso trabalho — comenta.

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