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Pode ser crime de ódio

Argentino é degolado e tem o corpo mutilado em São José

Ariel ainda teve o órgão genital arrancado, informou o delegado Manoel Galeno

13/03/2019 - 10h06 - Atualizada em: 13/03/2019 - 18h12

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Por Leonardo Thomé
Foto de Gustavo Ariel Borgonzi estava em seu perfil no Facebook
Foto de Gustavo Ariel Borgonzi estava em seu perfil no Facebook
(Foto: )

Um homem de 50 anos foi encontrado morto dentro de casa no bairro Floresta, em São José, na tarde de terça-feira (12). A vítima é um argentino, chamado Gustavo Ariel Borgonzi, que morava há 10 anos na cidade. Ele teve o pescoço degolado por um estilete, de acordo com a Polícia Civil.

Ariel ainda teve o órgão genital arrancado, informou o delegado Manoel Galeno, titular da Divisão de Investigação Criminal (DIC) josefense, que investiga o crime. Até este momento, ninguém foi preso pelo assassinato.

O crime chocou o bairro nas proximidades da agência dos Correios na BR-101. A vítima era bem conhecida na região. Um vizinho encontrou o corpo após suspeitar que aqui havia algo errado com o argentino. Ariel trabalhava em uma loja de materiais de construção no bairro Picadas do Sul, e não tinha passagens pela polícia.

A suspeita é que o argentino foi assassinado na noite de segunda-feira (11). Na cena do crime, havia um pentagrama (estrela composta por cinco retas e que possui cinco pontas) desenhando com o sangue da vítima, além de uma série de letras “sem nexo”, informa o delegado Galeno.

Na manhã desta quarta-feira (13), uma equipe do IGP esteve no local para tentar levantar provas que levem ao autor do homicídio, como digitais ou vestígios, por exemplo.

IGP periciou o local do crime
IGP periciou o local do crime
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Crime de ódio não está descartado

O titular da DIC afirma que o crime “foi extremamente violento”. Segundo ele, a vítima era homossexual, e um eventual crime de ódio não está descartado, já que o assassinato teve requintes de crueldades.

— Ele era homossexual. Não sabemos qual a relação dele com o autor. Relacionamento sexual, aparentemente, sim. Mas o que está por trás disso ainda não sabemos — avalia Galeno.

Galeno diz que o crime foi cometido por “apenas” um homem, que estava “com raiva”. Ariel morava sozinho em São José, e seus familiares estão todos na Argentina. Não há informação se ele será sepultado por aqui ou retornará ao país natal.

No relatório distribuído diariamente aos jornalistas, a Polícia Militar (PM) afirma que uma testemunha viu um homem saindo com objetos do local. O delegado Galeno, porém, ainda não tem essa informação.

— Não dá pra saber ainda. Vamos ouvir testemunhas, pessoas que conheciam a vítima, e tentar elucidar o que aquela mensagem com sangue queria dizer — destaca Galeno.

IGP
Instituto de Perícias busca por digitais e pistas
(Foto: )

Sexta morte violenta em São José em 2019

Esta foi a sexta morte violenta registrada em São José em 2019. O delegado Galeno revela que foram quatro homicídios e duas mortes em intervenções policiais. O ano começou “violento”, destacou.

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