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    "As árvores não estão condenadas, mas precisamos agir", diz pesquisador sobre as araucárias em SC 

    Responsável por estudo de universidade da Inglaterra que mostrou que as mudanças climáticas podem acabar com a espécia no Estado cobra envolvimento da sociedade para evitar o problema 

    26/09/2019 - 13h49 - Atualizada em: 26/09/2019 - 13h50

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Pesquisa aponta que as mudanças climáticas podem causar a extinção das araucárias até 2070
    (Foto: )

    O pesquisador britânico Oliver Wilson é o responsável pelo estudo recém-divulgado e publicado na revista científica Global Change Biology que aponta as mudanças climáticas podem resultar no desaparecimento das araucárias em Santa Catarina.

    No cenário mais positivo desenhado pelos pesquisadores, 85% do ambiente favorável para o crescimento de araucárias na região terá desaparecido até 2070. Em outros cenários menos otimistas, os pesquisadores não encontraram nenhum lugar no Sul do Brasil em que as árvores teriam o clima próprio para sobrevivência da espécie daqui a 50 anos.

    O artigo publicado por Wilson traça um mapa detalhado do Sul do país, especialmente de Santa Catarina, com um panorama das áreas com clima favorável para a araucária atualmente e onde estariam os possíveis refúgios para a espécie no futuro.

    Nesta análise, os pesquisadores descobriram também que apenas 2,5% dos espaços de sobrevivência estão dentro de reservas ambientais protegidas — a maioria nos parques nacionais de São Joaquim e Aparados da Serra. O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior reserva natural do Estado, não contém nenhum microrrefúgio para as araucárias, segundo o estudo. Para evitar a extinção das árvores, ele cobra engajamento da sociedade:

    É um fator chave que todas as pessoas, companhias e governos façam tudo que for possível para desacelerar e reduzir as mudanças climáticas, para as araucárias e todas as milhares de outras espécies e milhões de pessoas que as mudanças estão afetando. É importante para as araucárias manter os refúgios seguros, protegendo áreas e controlando bem as já protegidas. As árvores não estão condenadas, mas nós precisamos agir para ajudá-las a sobreviver e se regenerar se quisermos que os nossos netos cresçam amando essas árvores como nós fizemos.

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