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Crime ambiental

Ativistas protestam contra o abate de animais recolhidos em farras do boi na Grande Florianópolis

26/04/2017 - 14h59

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Por Redação NSC
(Foto: )

As vidas de dois animais, um boi e uma vaca, foram tema de uma audiência de conciliação na tarde desta quarta-feira em Biguaçu. Os animais foram recolhidos há cerca de 10 dias em uma ocorrência de Farra do Boi em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Ativistas protestaram em frente ao fórum da cidade contra o abate destes bichos — indicado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Ativistas e ONGs pediam a realização de exames nos animais que determinassem suas reais condições de saúde antes do abate. E eles conseguiram.

De acordo com a advogada da Associação Catarinense Protetora dos Animais, Renata Fortes, os dois bichos recolhidos estão sob a responsabilidade da comissão de defesa dos animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José — fato que foi determinado judicialmente ainda na época da ocorrência. Eles estão protegidos em um abrigo. A Cidasc, explicou a advogada, solicitou, por meio de uma liminar na Justiça, o abate dos dois animais.

— As entidades protetoras não são contrários ao abate, casos exames de saúde indiquem a existência de alguma doença infecto-contagiosa. Mas a princípio, eles não apresentam sintomas de alguma doença. E acreditamos que é possível realizar os exames antes, que comprovem o estado de saúde dos animais, antes de uma medida mais drástica — explicou Renata.

O pedido dos ativistas foi acatado pela Justiça, e por enquanto, como detalhou Renata, a vida dos animais está mantida até os resultados dos exames.Caso os resultados comprovem que os bovinos não estão infectados, o desejo dos ativistas é enviar os animais para adoção e para um santuário — como ocorreu no ano passado, quando 40 bois maltratados foram resgatados em São José. A ideia é que os novos tutores tenham amplo espaço para receber os animais.

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O que diz a Cidasc

Em um comunicado oficial em seu site, a Cidasc se manifestou através do médico veterinário e gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal, Marcos Vinicius de Oliveira Neves. Ele explicou que "o rebanho de bovinos e bubalinos no estado de Santa Catarina é identificado individualmente e registrado na Cidasc para garantir a origem e a rastreabilidade dos animais. Qualquer animal, sobre o qual não é possível comprovar a origem, representa um risco sanitário para os demais animais dos rebanhos catarinenses, pois pode transmitir doenças que hoje no estado já estão erradicadas ou sob controle".

"De acordo com a legislação sanitária, os animais sem origem comprovada no estado, que representam risco sanitário, devem ser abatidos em estabelecimentos adequados, que obedeçam às normas do abate humanitário e bem-estar animal. Os esforços contínuos de toda a cadeia produtiva e a efetiva adoção das medidas de defesa sanitária animal pela Cidasc visam proteger os rebanhos catarinenses do reingresso de doenças já erradicadas como a febre aftosa, evitando graves consequências aos animais, à população e à economia catarinense que depende de uma atividade agropecuária de qualidade e sustentável", continuou o comunicado.

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