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Novela das sete

Atores de "Rock story", Rafael Vitti e Ana Beatriz Nogueira comentam bastidores da trama

Amores e ruídos entre filho popstar e mãe controladora embalam trilha da novela

09/12/2016 - 13h39

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Por Estadão Conteúdo
Ana Beatriz vive diretora de gravadora, e Rafael, um ídolo pop
Ana Beatriz vive diretora de gravadora, e Rafael, um ídolo pop
(Foto: )

Léo Régis (Rafael Vitti) possui as fãs adolescentes aos seus pés em Rock story. Astro da música romântica na novela das sete, o personagem é deslumbrado com o sucesso. Vitti, no entanto, destaca que, mesmo arrasando nos shows, o jovem cantor tem certa imaturidade.

– O Léo Régis é um garoto de bom coração, mas um pouco equivocado por causa da quantidade de poder que tem. Conquistou tudo muito novo e muito rápido. Ele se conhece pouco emocionalmente. Isso o humaniza – diz o ator sobre o seu personagem.

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Na trama, Léo é o maior rival do roqueiro Gui Santiago (Vladimir Brichta), que o acusa de haver roubado o hit Sonha comigo. A desavença entre os dois só faz aumentar a cada dia após o envolvimento do rapazinho com Diana (Alinne Moraes), a ex-mulher do cantor veterano. Empresário dos dois artistas, Lázaro (João Vicente de Castro) alimenta mais a desavença.

O envolvimento de Léo com Diana também lhe traz problemas com Neia (Ana Beatriz Nogueira), sua controladora mãe. Ela vê a diretora artística da Som Discos como ameaça à carreira do filho. Na ficção, o relacionamento com a personagem de Alinne é complicado, mas na vida real é pura alegria.

– Eu era fã dela. Acho que ela era a única pessoa na TV que eu parava para assistir mesmo, porque eu era uma criança muito agitada. Na época, ela fazia a Moa, de Da cor do pecado. Quando ela aparecia na tela, ficava ali admirando. Estou muito feliz com essa parceria.

Para dar vida ao ídolo teen, Rafael se inspirou em Luan Santana e Justin Bieber. Mas faz um adendo:

– Qualquer artista que estiver em cena no palco, já olho buscando qualidades para agregar ao meu jeito.

Por causa do personagem, além de Luan, Rafael passou a ouvir bastante Lucas Lucco e Maiara & Maraisa, sensações do mercado pop sertanejo.

Vitti precisou tomar aulas de canto para tornar Léo Régis convincente, mesmo já tendo sido ligado à música em Malhação – Sonhos, época em que viveu o guitarrista Pedro. Em Rock story, ele realmente canta as canções que são exibidas. Apesar de admitir que ainda tem muito para aprender, está orgulhoso de poder aprimorar sua performance em cena.

– Há alguns meses, comecei a fazer aula de canto. E vim praticando assiduamente até começarem as gravações da novela. Mas, desde então, tenho tido muito menos disponibilidade. Mesmo assim, a gente vai evoluindo. Acho que trabalho vocal é uma coisa que exige tempo. Ninguém vira cantor de uma hora para outra.

Entrevista – Ana Beatriz Nogueira, atriz

Parte do elenco de Rock story é composto por atores mais jovens, que começaram a carreira faz pouco tempo. O que acha disso?

Acho bom ser uma novela leve e deliciosa com um elenco jovem. Eles são tão talentosos que estou encantada com essa moçada. A novela é deles.

Qual a sua relação com a música?

Amo música. É a arte mais imediata que existe. Sem intermediários. É fulminante. Já dirigi show da Zélia Duncan e vários clipes por gostar da música, mas não para fazer carreira. Toco também. Mal à beça, mas toco bandolim e violão. Aprecio a música popular brasileira. Gosto de tudo lá dos anos 1930, como Noel Rosa (cantor e compositor). Eu nasci no século errado.

Além da novela, você tem planos para o teatro?

Voltei ao teatro com um monólogo de quatro anos atrás, da Martha Medeiros, chamado Tudo que eu queria te dizer. Vou retomar no ano que vem a história da Sibylle Lacan (filha do psicanalista Jacques Lacan), chamada Um pai (Puzzle), também um monólogo. Teatro é uma paixão. A gente faz e volta melhor para a TV. Não acho que isso seja regra, claro. Nós temos atores brilhantes que não fazem teatro, mas, para mim, isso se aplica. Está difícil produzir peças. Com a crise, piorou. Esse é um trabalho em que tem de ser uma insistente profissional, se não você não faz.

*Raquel Rodrigues, Estadão Conteúdo

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