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Saúde

Atraso no resultado do teste do pezinho preocupa mães em Florianópolis

Elas narram que bebês que fizeram o teste seis meses atrás ainda não tiveram o exame entregue. Secretaria de Saúde garante que situação está sendo normalizada

02/09/2016 - 11h39 - Atualizada em: 02/09/2016 - 11h59

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Por Redação NSC
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A demora na entrega do resultado do teste do pezinho está preocupando pais de Florianópolis. A jornalista Ingrid Bezerra, 33 anos, mãe de Vinicius, de três meses, é uma das que aguardam o retorno dos exames do filho, realizado na Unidade de Saúde da Trindade no quarto dia de vida do bebê.

— Fiquei preocupada, pois sei da importância do teste e tinha acompanhado alguns problemas que estavam acontecendo pela imprensa. Até liguei para a rede particular para ver se poderia fazer novamente, mas me informaram que a coleta tem que ser feita nos primeiros dias de vida. Comentei da situação em um grupo de mães que participo e outras falaram que já se passaram seis meses e ainda não receberam o resultado — conta.

Testes do pezinho de SC serão feitos no Paraná para evitar problemas de fornecimento e diminuir gastos

Mesmo com o filho Vinicius saudável, Ingrid busca o direito de receber o resultado do exame
Mesmo com o filho Vinicius saudável, Ingrid busca o direito de receber o resultado do exame
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Na mesma situação está Tamires do Canto, moradora do Campeche, mãe de Elisa, de dois meses:

— Na quinta-feira levei a Elisa para consulta e me deram um prazo de 60 dias para ter o resultado. Ela está bem, fazemos o acompanhamento, mas a gente fica insegura pois sabemos que existem síndromes que quanto mais cedo começar a tratar é melhor — explica.

O médico pediatra Cecim El Achkar explica que o exame é muito importante para detecção precoce de doenças que podem ser tratadas preventivamente:

— A preocupação é válida, mas os pais podem ficar tranquilos pois se algum dos exames der positivo, as famílias são chamadas para repetir a coleta — disse.

Solução para a demora

Em dezembro de 2015, começaram a surgir as primeiras denúncias de problemas com o exame, que é obrigatório no Brasil. O Laboratório Central (Lacen) de Santa Catarina informou na época que havia uma oscilação na oferta de materiais para o kit de análise. Em março deste ano, novos problemas foram relatados: dos seis exames básicos que compreendem o teste do pezinho, apenas dois estavam sendo realizados.

Para tentar resolver de vez o problema, a Secretaria de Estado da Saúde informou em agosto que os testes dos bebês nascidos em Santa Catarina passariam a ser encaminhados para análise no Paraná, diminuindo os gastos e resolvendo a questão da falta de kits, pois no Paraná os produtos são adquiridos direto do fabricante por um custo mais baixo.

— A previsão é que dentro de 15 dias todos os exames em que as análises foram feitas em Santa Catarina sejam regularizadas. O sistema só libera o laudo quando tem os resultados dos seis exames, então se estiver faltando um, pode bloquear — explica o superintendente de vigilância em Saúde da Secretaria Estadual, Fábio Gaudenzi.

Ele destaca que se houvesse alguma eventual alteração no exame do bebê, as mães seriam avisadas mesmo sem os resultados completos.

— Os bebês que começaram a fazer os exames em agosto já tem os resultados rápido, entre o 14º e 15º dia. Nosso objetivo é continuar mantendo esse prazo e regularizar os pendentes.

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