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    Audiência pública na Alesc vai debater segurança e periferia

    Moradores denunciam perseguições, ações truculentas e toque de recolher por policiais

    27/03/2019 - 10h34 - Atualizada em: 27/03/2019 - 10h49

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    Por Ângela Bastos
    Na última segunda-feira, moradores do morro do Mocotó manifestaram no Centro da Capital
    Na última segunda-feira, moradores do morro do Mocotó manifestaram no Centro da Capital
    (Foto: )

    Uma audiência pública está marcada para hoje, às 19h, no auditório deputada Antonieta de Barros, na Alesc, vai debater o tema “A Segurança Pública e sua Relação com a população de periferia, movimentos sociais e culturais da grande Florianópolis”. São denúncias de toque de recolher, ações truculentas, perseguições e até morte de usuários de drogas. É esperada a participação dos comandos das polícias Civil e Militar e Guarda Municipal.

    O evento foi uma reivindicação do movimento social à Comissão de Direitos Humanos da Alesc. Um dos casos mais graves a ser relatado é de uma mulher jovem, nome fictício Brasiliana, que teve um aborto após uma ação truculenta de policiais militares na sua casa, no Bairro Brejaru, entre São José e Palhoça.

    — Queremos levar esta situação aos comandos das forças policiais para saber se isso é uma orientação ou uma prática de um grupo desconectado com a orientação — diz Babyton Santos, da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias.

    O objetivo, explica, é que o direito à segurança pública seja exercido sem violência e abuso do poder.

    Para o arquiteto Ci Ribeiro, da Frente de Luta por Moradia Popular, são assustadores os relatos trazidos por mulheres que têm suas casas invadidas, objetos revirados e com seus filhos ficam sob ameaça de armas.

    — São muitos os relatos e a sociedade precisa de uma resposta das autoridades — diz.

    Na tarde de segunda-feira houve manifestação em frente ao prédio da prefeitura e caminhada pelo Centro da cidade. O grupo protestou com faixas e cartazes. No mesmo dia, moradores do Morro do Mocotó, a maioria mulheres e crianças, interrompeu o trânsito com uma barricada na Rua Silva Jardim, acesso à Mauro Ramos. As moradoras denunciaram toque de recolher imposta no local, o que impede coisas do cotidiano, como deslocamento.

    — Nós também queremos segurança, mas impedir a movimentação das pessoas e matar apenas por ser um usuário de drogas não é correto — contou uma das manifestantes que pede anonimato por temer represálias.

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