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    Assunto polêmico

    Audiência sobre emissário no Campeche tem debate acalorado e falas contrárias ao projeto 

    Casan apresentou detalhes da proposta e estudo sobre impactos ambientais de obra no Sul da Ilha na noite desta terça (10). Moradores manifestaram preocupação

    11/09/2019 - 05h45

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    Por Guilherme Simon
    audiência emissário submarino
    Encontro foi realizado no ginásio de esportes do Colégio do Campeche, na noite desta terça-feira
    (Foto: )

    A audiência pública sobre a instalação do emissário submarino no Sul da Ilha de SC, em Florianópolis, contou com debate acalorado e falas contrárias ao projeto por parte dos moradores. O encontro foi realizado na noite desta terça-feira (10), no ginásio de esportes do Colégio do Campeche, na SC-405, na Capital, e reuniu cerca de 300 pessoas.

    Durante a audiência, a Casan apresentou detalhes da proposta, que visa implantar uma rede de coleta e tratar os dejetos, na estação do Rio Tavares, e depois despejar no mar, na altura do Novo Campeche, a mais de cinco quilômetros da costa. Também foi apresentado um estudo sobre os impactos do emissário. O documento está disponível no site do IMA

    Depois das falas iniciais, os moradores tiveram a oportunidade de se manifestar sobre o assunto. Ataíde Silva, membro do Movimento Saneamento Alternativo (Mosal), foi um dos primeiros moradores a falar. Ele se manifestou contra a instalação do emissário e questionou a viabilidade ambiental dele.

    Eulógio Martinez, da Associação Amigos do Novo Campeche, também se opôs à ideia, afirmando que o projeto "é uma alternativa muito infeliz, apesar de parecer haver boa vontade".

    — Os emissários vazam em todos os lugares onde são implementados. Laguna, Santos, Rio de Janeiro, em todos esses lugares houve grandes vazamentos. Parece que é uma coisa boa; no papel é bom, mas o problema é manutenção a médio prazo — destacou.

    Presente na audiência, o vereador de Florianópolis Marquito (PSOL), que é morador do Campeche, também manifestou preocupação em relação à construção do emissário submarino no Sul da Ilha:

    — É importante destacar que a gente não pode aceitar esta opção como única. Eu defendo que a Casan, enquanto empreendedora, apresente uma concepção geral do sistema. Estamos numa encruzilhada na cidade, é um momento super difícil, mas esse projeto que está aí não é uma solução a curto prazo — comentou.

    "Nosso compromisso é ouvir todos", diz presidente do IMA

    O presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Valdez Rodrigues Venâncio, que presidiu a audiência, afirmou que o compromisso do órgão é ouvir todos os envolvidos, e reforçou que o encontro é apenas o início do trabalho.

    — Tudo o que for entregue aqui será objeto de estudo do Instituto. O importante é que seja a vontade da comunidade. Todo documento que for enviado será analisado. Vamos fazer uma análise isenta de tudo o que está sendo colocado. Faremos tantas audiências quantas forem necessárias — afirmou.

    Depois da audiência pública desta terça, o estudo de impacto ambiental apresentado pela Casan e os argumentos dos moradores seguirão para análise do IMA, que irá definir se a licença ambiental para o início da obra será concedida ou não. Não há prazo para essa definição. Durante esse tempo, outras audiências ainda podem ser realizadas.

    O projeto

    A proposta da Casan é implantar uma rede de coleta e tratar os dejetos, na estação do Rio Tavares, e depois despejar no mar, na altura do Novo Campeche, a cinco quilômetros da costa, ao norte da Ilha do Campeche, e a 5,3 mil quilômetros dela. Os engenheiros da estatal defendem que essa é a alternativa mais viável e minimiza o risco de contaminação das praias.

    O emissário submarino é a tubulação que leva o efluente final de uma estação de tratamento de esgotos até um local que tenha condições ambientais favoráveis para sua assimilação pela natureza. O emissário não é uma estação de tratamento, mas sim um equipamento para disposição final de efluente já tratado, ressalta a Casan.

    O custo da obra é orçado em R$ 190 milhões, e o prazo de execução, estimado em dois anos e três meses.

    Justificativas técnicas

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