nsc

    Vacinação

    Aumenta a procura pela vacina de bebês contra o sarampo em Florianópolis

    Postos de saúde têm dois tipos de vacina contra o sarampo, que passou a ser recomendada dos seis aos 11 meses para evitar surto

    22/08/2019 - 13h36 - Atualizada em: 22/08/2019 - 18h31

    Compartilhe

    Mateus
    Por Mateus Boaventura
    foto de bebê no carrinho
    Pais devem levar as crianças, mas ter atenção à possível alergia à proteína do leite
    (Foto: )

    No primeiro dia de vacinação de bebês de seis a 11 meses contra o sarampo em Santa Catarina, a procura já aumentou em Florianópolis. A presença da tríplice viral está sendo reforçada em todos os postos de saúde de Santa Catarina para evitar um surto da doença no Estado.

    Na unidade de saúde da Trindade, a mãe Priscila Bozzano De Pieri levou a bebê Clara, de 11 meses, para receber a tríplice viral. No entanto, uma dúvida, que serve de alerta a outros pais, adiou a vacinação da pequena Clara para a tarde. Priscila não sabia se a bebê tem alergia à proteína do leite (o que é diferente da intolerância à lactose).

    Há dois laboratórios que fornecem a vacina: um indiano e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Apenas o segundo pode ser aplicado em crianças com essa alergia. Na dúvida, Priscila foi aconselhada e retornar depois, ainda nesta quinta-feira, já com a certeza de que a vacina não teria risco algum de provocar alguma reação em Clara.

    — A tríplice viral do (laboratório) Fiocruz é estritamente para crianças com alergia grave à proteína do leite. A orientação é fazer a introdução alimentar, aos seis meses de idade, do leite, e se o bebê não apresentar alergia, pode tranquilamente fazer a vacina do outro laboratório, que é da Índia — explicou Jaqueline Pereira, coordenadora do departamentos de agravos estratégicos da Secretaria da Saúde de Florianópolis.

    Os bebês de seis a 11 meses devem receber a chamada dose zero, que não subsitui as aplicações previstas para os 12 e os 15 meses. É um reforço extra, decorrente da confirmação de 15 casos importados de sarampo em Santa Catarina, 12 deles em Florianópolis, todos vindos de outros estados, a maioria São Paulo.

    Priscila decidiu se vacinar também, diante das informações sobre casos de sarampo na Capital. A recomendação da Vigilância Epidemiológica é de que pessoas que têm dúvida se estão imunizadas devem tomar a vacina, se tiverem contato com casos confirmados ou suspeitos ou na hipótese de viagem para áreas com surto, como São Paulo. Há algumas exceções: gestantes não devem tomar a vacina, assim como pacientes de fazem quimioterapia. Quem faz tratamento ou acompanhamento do HIV deve buscar orientação médica antes.

    A reportagem da CBN Diário confirmou a presença da vacina no posto de saúde do Pantanal. Já a unidade da Prainha estava fechada, em função de uma reunião mensal previamente agendada, e reabriria às 13h.

    Quem tem até 29 anos devem ter tomado duas doses da vacina, e dos 30 a 49 anos, uma dose. Para pessoas com 50 anos ou mais, a vacinação é recomendada em caso de viagem a regiões com surto da doença, como São Paulo, ou se teve contato específico com casos suspeitos ou confirmados.

    — Qualquer pessoa que não teve sarampo ou não esteja imunizada é suscetível. Uma pessoa infectada pode infectar até 15 ao seu redor — alerta Jaqueline.

    Em Santa Catarina, a população não encontra a vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenza B). O problema de desabastecimento é nacional. O Ministério da Saúde, que compra as vacinas e as distribui a estados e municípios, promete normalizar a situação em setembro.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Saúde

    Colunistas