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    Estiagem e coronavírus

    Aumento no consumo de água chega a 30% em algumas cidades e governo pede uso racional, principalmente no Oeste  

    Chapecó e mais cinco cidades do Oeste devem ter racionamento se não chover até sexta-feira

    22/03/2020 - 15h18 - Atualizada em: 22/03/2020 - 15h20

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    Darci
    Por Darci Debona
    Risco de racionamento em Chapecó, segundo a Casan
    Barragem que abastece Chapecó, no Lajeado São José, está com 40% da capacidade
    (Foto: )

    Um efeito colateral da quarentena do coronavírus é o aumento de consumo de água da população que, em algumas cidades, como Chapecó, chega a 30%. Com isso o Governo do Estado e a Casan estão orientando para que a população faça o uso racional da água, evitando o desperdício.

    O secretário da Casa Civil, Douglas Borba, já na sexta-feira, em entrevista coletiva, orientou a população para que evitasse de lavar carros, casas, deixando a água somente para uso essencial.

    Neste domingo pela manhã o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, disse que já está faltando água durante alguns períodos do dia nas partes mais altas da cidade, devido a um aumento de consumo de 30%. Os bairros com falta de água em alguns períodos são Esplanada, Monte Castelo, Bom Pastor, São Lucas, Santa Maria, Progresso, Boa Vista, Paraíso e Seminário.

    O superintendente regional da Casan no Oeste, Daniel Scharf, disse que essa realidade existe também em outras cidades, como Criciúma e, Xaxim e Xanxerê, mas que a situação é mais preocupante no Oeste e no Norte/Vale, na região de Rio do Sul.

    Em Chapecó o volume tratado de água, que era de cerca de 500 litros por segundo, passou para mais de 600 litros por segundo. A barragem do Engenho Braun, no Lajeado São José, está 70 centímetros abaixo do normal. A situação é considerada crítica pela Casan.

    - Estamos somente com 40% do reservatório e, se não chover, garantimos abastecimento normal até quinta ou sexta-feira. A partir daí teremos que fazer manobra de registros para garantir abastecimento para toda a cidade- disse Daniel Scharf.

    Isso que cerca de 1/3 da água vem da barragem Santa Terezinha, no município de Guatambu.

    Outras duas cidades em nível crítico são Águas e Jaborá, onde os poços estão secando e a Casan está abastecendo as cidades com caminhões-pipa, que buscam água em Nova Erechim e Presidente Castelo Branco.

    O fornecimento também deve sofrer restrições nos próximos cinco a seis dias em Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Entre Rios, Anchieta e Xanxerê.

    A chuva da semana passada foi insuficiente e só deu um fôlego de alguns dias.

    Outras cidades em situação de alerta são Bom Jesus do Oeste e Saltinho, com problemas de abastecimento nos horários de pico de consumo, com baixa pressão no sistema.

    Vários municípios estão transportando água para o interior, principalmente os mais próximos da divisa com o Rio Grande do Sul, como Concórdia, Chapecó, Mondaí e São João do Oeste.

    Pelo menos 27 cidades decretaram situação de emergência pela estiagem, somente em 2020.

    Dicas da Casan para economizar água:

    - Não lave casas, pátios, calçadas e carros em hipótese alguma.

    - Ao lavar louças ou escovar os dentes, feche a torneira.

    - Não tome banhos demorados: o chuveiro é um grande consumidor de água.

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