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Hanói

Aung San Suu Kyi defende prisão de jornalistas da Reuters

12/09/2018 - 22h20 - Atualizada em: 13/09/2018 - 06h25

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Por AFP

A dirigente birmanesa Aung San Suu Kyi defendeu nesta quinta-feira a prisão de dois jornalistas da agência Reuters condenados a sete anos por investigar o massacre dos muçulmanos rohingyas pelo Exército de Myanmar, rompendo seu silêncio sobre o caso.

"Não foram julgados por serem jornalistas, mas por terem infringido a lei", declarou Kyi durante o Foro Econômico Mundial da Associação das Nações do Sudeste Asiático, em Hanói.

"Se você acredita no Estado de direito, eles [os jornalistas] têm todo o direito de recorrer da sentença", acrescentou a líder da fato de Myanmar.

A prêmio Nobel da Paz foi alvo de muitas críticas no exterior por calar sobre este caso.

A justiça de Myanmar condenou a sete anos de prisão os jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, 28, por violação da lei sobre segredos de Estado.

Aung San Suu Kyi admitiu que o Exército birmanês poderia ter "administrado melhor" a crise dos rohingyas, que provocou o êxodo para Bangladesh de 700 mil membros desta minoria muçulmana.

"A situação poderia ter sido melhor administrada", declarou Kyi à margem do Foro Econômico de Hanói, comentando as acusações de "genocídio" formuladas contra o Exército birmanês por investigadores da ONU no final de agosto.

* AFP

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