O avião com três brasileiros desaparecido na Argentina não teve ativado até então um equipamento que auxiliaria na localização da aeronave em caso de acidente, segundo informou, na manhã desta quinta-feira (7), o órgão local que controla o tráfego aéreo argentino, a Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA), também à frente das buscas.

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Trata-se do transmissor localizador de emergência (ELT, na sigla em inglês), que é acionado pelo impacto de uma eventual queda ou pode ser ativado manualmente pelo piloto. O aparelho transmite sinais que podem ser capturados por uma base aérea, o que auxilia órgãos de busca e salvamento, e tem uso requisitado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em aeronaves civis, caso do avião agora desaparecido.

O avião de pequeno porte, de modelo RV-10 e matrícula brasileira PP-ZRT, pertence ao empresário Antônio Carlos Castro Ramos, da construção civil de Florianópolis, conhecido como Toninho, que estava no voo e era habilitado para pilotar. Junto com ele, estavam outros dois amigos, o advogado Mário Pinho e o médico Gian Carlos Nercolini, conforme familiares confirmaram ao G1 SC.

Na ocasião do desaparecimento, eles haviam deixado o aeroporto de El Calafate, na fria região da Patagônia, com destino a cidade de Trelew, também no Sul argentino, na manhã de quarta (6), segundo a Defesa Civil de Chubut, uma província do país, afirmou ao jornal local Diario Jornada.

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Contudo, já na metade final do trajeto, eles fizeram um último contato com a base aérea de Comodoro Rivadavia, cidade litorânea onde se concentram as buscas pelo avião desde a tarde de quarta, dificultadas pelas condições metereológicas atuais.

Eles já haviam passado o final de semana na cidade, onde participaram de uma celebração pelo aniversário de um aeroclube local. Ela também está localizada na província de Chubut. Quando partiram de El Calafate, outras duas aeronaves também decolaram juntas e chegaram ao seu destino final, Puerto Madryn, cidade que é vizinha a Trelew.

As autoridades argentinas à frente das buscas não comunicaram o que pode ter ocorrido com o avião. No entanto, uma hipótese foi levantada pelo presidente do aeroclube de El Calafate, Freddy Vergnole, em entrevista ao jornal local Diario Jornada. Ele esteve com o trio antes da decolagem e conversou com o piloto de um outro avião que percorreu o trecho na ocasião.

Segundo ele, por conta das condições meteorológicas, houve formação de gelo nos aviões que passaram pela região de Comodoro Rivadavia naquela altura, situação para a qual um avião pequeno não está adaptado. O gelo se acumula nas asas e produz peso sobre a aeronave, além de poder danificar o motor, exigindo habilidade e rapidez do piloto para se desvencilhar da situação.

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