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Avó se nega a ficar com netas vítimas de maus-tratos em Balneário Camboriú

Meninas estavam num casa improvisada com a mãe, que é usuária de drogas

13/07/2021 - 16h54 - Atualizada em: 13/07/2021 - 20h04

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Talita
Por Talita Catie
Quarto onde crianças estavam
Quarto onde crianças estavam
(Foto: )

A avó paterna de duas crianças tiradas do convívio da mãe por causa de maus-tratos em Balneário Camboriú se negou a cuidar das próprias netas. A mulher alegou não querer conflito com a mãe das meninas de três e 10 anos. A Polícia Militar encontrou as pequenas na noite de segunda-feira (12) em condições insalubres em uma casa improvisada num prédio abandonado no bairro dos Municípios.

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De acordo com os agentes, a genitora tem diversos boletins de ocorrência e estava sob efeito de drogas no momento da abordagem. O Conselho Tutelar foi chamado durante a ocorrência para verificar a situação das crianças.

A equipe decidiu tirá-las do imóvel e então tentou a acolhida com a avó por parte de pai. Diante da negativa, as duas foram levadas para um abrigo. A Justiça vai decidir com quem as crianças ficarão.

A mãe delas assinou um termo circunstanciado por maus-tratos e vai responder em liberdade. Ela esteve na delegacia e registrou um boletim de ocorrência em que informou ter sido agredida pelos policiais militares. O comando da corporação disse não ter conhecimento sobre a queixa e preferiu não comentar a denúncia. O caso será apurado agora pela Polícia Civil.

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Relembre o caso

A PM informou ter recebido denúncias na noite de segunda-feira (12) sobre a situação das crianças e foi até o bairro dos Municípios. No local, com histórico de ponto de tráfico de drogas, encontraram a mulher de 40 anos, também conhecida pelos 14 boletins por tráfico e lesão corporal. Quando ela viu a viatura, correu para o imóvel e trancou o portão.

A mulher vive em uma residência no segundo andar de um prédio que não terminou de ser construído. Do lado de fora, os policiais ouviram o choro de uma das crianças e decidiram arrombar o cadeado para averiguar. Quando pararam diante da porta aberta, ainda de acordo com o relato oficial, visualizaram cozinha suja, desorganizada e com cheiro de comida estragada.

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As crianças estavam em um quarto. Com a visível realidade precária e indigna, a PM acionou o Conselho Tutelar, que teria informado que tentou entrar diversas vezes no local, mas sempre sem êxito. Não havia outro responsável pelos menores na casa.

Com informações de Patrícia Silveira, da NSC TV

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