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Fora dos palcos

Bailarinos que participam do Festival de Dança visitam pacientes de hospitais

Integrantes de grupos de dança realizam visitas aos quartos onde os pacientes estão internados

24/07/2015 - 15h14

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Por Redação NSC
Cia de Dança Black Hart visitou o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt
Cia de Dança Black Hart visitou o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt
(Foto: )

Participar do Festival de Dança de Joinville era um sonho para a Cia de Dança Black Hart, de Laranjeiras do Sul (PR). Sair do palco e ir para um quarto de hospital foi uma realização em dose dupla.

O coordenador do grupo, Jonathan Paiva Bahls, de 21 anos, fez questão de se candidatar às visitas aos hospitais da cidade organizadas pelo Festival. Neste ano, o evento substituiu os palcos nos hospitais por visitas aos quartos onde estão os pacientes internados e que, por causa da condição clínica, não podem se locomover.

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Na tarde desta sexta-feira, vários grupos estiveram no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt. Os bailarinos se dividiram entre os setores de psiquiatria, clínico, cirúrgico e o refeitório. O grupo de Jonathan se apresentou no setor de cardiologia.

Entre os pacientes que receberam a visita estava o nordestino Rui Verçosa de Moura, de 66 anos. Ele sofreu um infarto e passou por uma cirurgia cardíaca. Rui mora em Joinville há 15 anos. Disse que se apaixonou a primeira vista pela cidade catarinense. Elogiou o atendimento no hospital e ficou ainda mais animado com a apresentação dos bailarinos.

- Com essa apresentação acho que vou melhorar - brincou.

Ao lado de Rui estava Cenildo Mallon, de 55 anos. O paciente, que também sofreu um infarto, aprovou a apresentação.

- Achei bacana, gostei muito.

Como o espaço do quarto é pequeno e não há a possibilidade de colocar música, os bailarinos improvisaram alguns movimentos e fizeram algumas explicações sobre a dança urbana.

- Acho que se cada um fizesse a sua parte poderia promover alguma mudança. Para eles (pacientes) uma simples visita já é emocionante. E para nós foi uma experiência única que jamais vamos esquecer - avaliou o coordenador do grupo de dança.

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