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Oktoberfest apresenta 

Bandas e fanfarras escolares trazem alegria aos desfiles e palcos da Oktoberfest 

Grupos são formados a partir do Programa de Musicalização Instrumental Bandas e Fanfarras em escolas públicas de Blumenau  

21/10/2019 - 10h12 - Atualizada em: 21/10/2019 - 10h53

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Bandas e fanfarras escolares trazem alegria aos desfiles e palcos da Oktoberfest
(Foto: )

Uma das presenças mais tradicionais e marcantes dos desfiles oficiais da Oktoberfest Blumenau são as bandas e fanfarras escolares. Formadas por grupos de alunos das escolas públicas do município, elas encantam o público na Rua XV de Novembro com um repertório variado de músicas de tradição germânica. E nos últimos três anos, as mais afinadas mostram seu talento também nos palcos do Parque Vila Germânica, durante os finais de semana da festa.

O Programa de Musicalização Instrumental Bandas e Fanfarras foi criado há 26 anos para oferecer aulas de música para alunos do sistema público municipal de ensino. Desde então, milhares de crianças com idade entre oito e 17 anos aprendem todos os anos a tocar instrumentos como trompete, saxofone, tuba, flauta e percussão em 34 escolas de Blumenau. As atividades ocorrem no contraturno, com ensaios gerais à noite. Os estudantes interessados ganham material gratuito e recebem um instrumento por empréstimo. Dependendo do tamanho da corporação, uma escola pode contar com até quatro professores envolvidos no programa.

– O aluno interessado precisa ter vontade de aprender e disponibilidade. O programa não faz avaliação do aluno, mas pode ter certeza que cobramos bastante deles – garante a professora e maestrina da Escola Básica Municipal Visconde de Taunay, Jaqueline Rangel.

Ela mesma entrou no mundo da música graças ao programa: começou a tocar em uma fanfarra aos 13 anos, participou de vários desfiles e depois, na hora de escolher uma faculdade, escolheu Música sem titubear. Hoje, ela comanda 40 alunos da escola em uma marcha que dura cerca de 45 minutos ao longo da Rua XV.

– Participar dos desfiles e tocar nos palcos na Oktoberfest é muito importante para trabalhar com as crianças e adolescentes a conservação das tradições alemãs em Blumenau. Ter esse contato desde pequeno, através da música instrumental, ajuda muito a manter esse interesse nelas – avalia Jaqueline.

Gustavo Henrique Dickmann, de 16 anos, e Mailson de Souza Lima, de 17, são dois dos alunos mais experientes de Jaqueline. Quando encerrar o ensino médio, o primeiro quer estudar para virar programador, mantendo a música como um amado hobby. Mailson, por outro lado, já trabalha como músico nas horas vagas, e sonha em fazer Licenciatura em Música.

– Eu estou há seis anos no programa. Entrei mais para ter algo para fazer. Achei que seria só isso, mas me apaixonei pela música – revela Gustavo.

Mailson, que toca trompete, confessa que prefere tocar em cima do palco, mas garante:

– O mais legal nos desfiles é o envolvimento, a agitação do público. Dá bastante ânimo para tocar – conta o jovem músico.

Fanfarras da Oktoberfest blumenau
(Foto: )

Nos palcos da Oktoberfest

Bia Pasold, uma das idealizadoras do Programa de Musicalização Instrumental Bandas e Fanfarras, revela que, atualmente, 80% dos músicos que estão nos palcos do Parque Vila Germânica da Oktoberfest Blumenau começaram a se envolver com a arte através do projeto. E ela se orgulha:

– Andando pela festa, a gente percebe o cuidado dos professores com a afinação, com o arranjo – elogia a coordenadora do programa.

Há três anos, o programa deu mais um passo e começou a garantir espaço não apenas nos desfiles, mas também no Parque Vila Germânica, para que os alunos do município mostrassem seus talentos para mais pessoas. As bandas são escolhidas através de uma concorrida seletiva e tocam sempre ao meio-dia de sábado ou domingo, em palcos variados.

Uma das bandas selecionadas para tocar este ano é a da Escola Básica Municipal Duque de Caxias. Com regência do professor Robson Ricardo Brandt, mais 30 alunos participam da Oktoberfest deste ano, seja nos desfiles ou na Vila Germânica.

– Para eles, a banda é como uma família. Eles não são obrigados a participar, fazem por que gostam muito. Muitos não vão ser músicos profissionais, mas vão levar essa experiência para a vida inteira. Por outro lado, em 11 anos atuando no programa, já passaram por mim cinco, seis alunos que hoje são profissionais em Curitiba, São Paulo e aqui na região – relata Robson.

Uma das alunas integrantes da banda da Duque de Caxias é Nicele Caroline Pagelkopf, que começou a participar das aulas aos 12 anos. Hoje com 15, ela já toca sax-alto também na Orquestra do Teatro Carlos Gomes.

– É uma experiência muito boa, meu passatempo favorito. Sempre penso em levar a música como um hobby, mas mostrando esse talento para outras pessoas – explica a estudante.

Para ela, tocar nos desfiles da Oktoberfest é muito mais cansativo que em cima do palco. Mas também é um momento bem especial:

– No meu primeiro ano, participei apenas como comissão de frente, sem tocar nenhum instrumento. Agora é o meu segundo ano tocando. O desfile é muito cansativo, a gente chega morta no final dele. Mas é uma energia bem diferente, que vale muito a pena – garante.

Além da Duque de Caxias, outras cinco escolas participam da programação dos palcos na Vila Germânica em 2019: Anita Garibaldi, Lúcio Esteves, Francisco Lanser, Machado de Assis e Lauro Müller. As apresentações são sempre ao meio dia. Além disso, 14 bandas escolares se revezam nos desfiles na Rua XV.

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