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BC injeta R$ 30 bilhões depois de sinal de desaceleração na economia

Instituição reduziu quantidade de recursos que bancos têm de manter imobilizados

14/09/2012 - 15h24 - Atualizada em: 14/09/2012 - 16h03

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Por Redação NSC

Depois de divulgar um indicador que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) que mostrou desaceleração na retomada da atividade econômica, o Banco Central do Brasil anunciou a redução da alíquota do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo e a simplificação das regras para as instituições financeiras.

Na manhã desta sexta-feira,o BC informou pela manhã que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,42% em julho, depois de ter subido 0,61% em junho, sinal de que a retomada esperada pelo governo sofreu um pequeno revés. A injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira ocorre um dia depois que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, adotou medida semelhante, anunciando que vai despejar US$ 40 bilhões na fragilizada economia americana.

A alíquota adicional incidente sobre os depósitos à vista foi reduzida de 6% para zero, e passa a vigorar a partir desta sexta-feira. Em relação ao depósito a prazo, a alíquota adicional foi reduzida de 12% para 11%, e surtirá efeito a partir de 29 de outubro de 2012.

Além disso, a circular permite que até metade do recolhimento compulsório adicional sobre depósito a prazo seja cumprida mediante aquisição de Letras Financeiras e carteiras de crédito. Essa regra também passa a vigorar a partir desta sexta.

Na prática, essas medidas significam que os bancos terão mais recursos à disposição para emprestar aos clientes, ou seja, projetam expansão de crédito e, em consequência, do consumo.

A redução do compulsório é uma medida para estimular o crescimento econômico e evitar que o PIB apresente um avanço pífio em 2013, afirmou o diretor presidente FDA Global Financial Advisor, Miguel Daoud.

De acordo com Daoud, o BC está despejando mais recursos no mercado para forçar os bancos a aumentarem a oferta de crédito. Contudo, segundo o consultor, medidas como a redução do compulsório, desoneração da folha do pagamento, redução na tarifa de energia elétrica, são ações que o governo já deveria ter tomado há muito tempo.

- São importantes mas suscitam desconfiança por estarem sendo tomadas próximas das eleições - disse ao se referir ao anúncio feito nesta sexta-feira pelo BC.

A redução do compulsório sobre depósito à vista nos bancos entra em vigor a partir desta sexta-feira e o depósito a prazo a partir de 29 de outubro.

Esse conjunto de medidas deve liberar, nos próximos meses, em torno de R$ 30 bilhões do estoque atual de R$ 380 bilhões de depósitos compulsórios, o que contribuirá para alongar o perfil de captação do sistema e melhorar a distribuição da liquidez no mercado interbancário.

Essa decisão simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, com a eliminação do adicional sobre depósitos à vista, reduz os custos da intermediação financeira e fornece melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente, em linha com as mudanças estruturais por que passa a economia brasileira.

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