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    MANHATTAN 

    Bilionário americano preso por abusar de menores comete suicídio na prisão 

    Norte-americano era acusado de tráfico sexual de menores e de conspiração criminosa 

    11/08/2019 - 08h34

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    AFP
    Por AFP
    Epstein foi levado em 6 de julho para a prisão de segurança máxima Manhattan
    Epstein foi levado em 6 de julho para a prisão de segurança máxima Manhattan
    (Foto: )

    O bilionário americano Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual de menores, cometeu suicídio na prisão, informou a mídia norte-americana neste sábado (10). Ele teria se enforcado e seu corpo foi encontrado na manhã deste sábado, segundo o New York Times. Em julho, o magnata já havia sido encontrado inconsciente e em posição fetal em sua cela. Epstein foi levado em 6 de julho para a prisão de segurança máxima Manhattan MCC, a mesmo onde o ex-traficante de drogas Joaquín "Chapo" Guzmán passou dois anos e meio preso.

    Epstein era acusado de tráfico sexual de menores e de conspiração criminosa para traficar menores para explorá-los sexualmente, duas acusações passíveis de punição com um total de 45 anos de prisão.

    Segundo a ata de acusação, ele teria levado menores de idade, algumas delas com apenas 14 anos, para suas residências em Manhattan e em Palm Beach, na Flórida, entre 2002 e 2005 pelo menos, "para participar de atos sexuais com ele, depois dos quais lhes dava centenas de dólares em dinheiro".

    — Também pagava algumas de suas vítimas para recrutarem mais meninas para serem abusadas — apontou a acusação.

    Epstein negou as acusações, mas um juiz federal rejeitou o pedido de liberdade condicional feito por sua defesa. Os advogados do milionário propuseram que Epstein ficasse isolado em sua casa em Manhattan com um bracelete, ou tornozeleira eletrônica, e com câmeras de vídeo que registrariam seus movimentos. A Justiça avaliou, porém, que Epstein representava um risco para a sociedade e que ele poderia tentar fugir.

    Durante uma busca realizada na casa de Epstein em Nova York, as autoridades encontraram em um cofre "dezenas de diamantes" e "maços de notas", bem como um falso passaporte austríaco já vencido. Se fosse condenado pelos crimes dos quais é acusado, poderia ter sido sentenciado a até 45 anos de prisão, o que, com sua idade, configuraria uma pena de prisão perpétua.

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