O governo do Estado assina na tarde desta terça-feira um convênio de R$ 3,7 milhões com a prefeitura de Itajaí, que vai usar o recurso em uma obra que já nasce marcada pelo impasse. A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão afirma que as verbas vão garantir agilidade à breve implantação do binário das ruas Estefano José Vanolli e Otávio Cesário Pereira, no bairro São Vicente. Já os comerciantes da região dizem ainda aguardar uma discussão mais ampla com a comunidade antes da elaboração do projeto final, que pretende implantar mão única em sentidos inversos em cada uma das vias.

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O dinheiro do governo estadual, recebido por meio do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), deve ser aplicado na pavimentação do binário. Outros R$ 4 milhões serão recursos próprios da prefeitura. Conforme o secretário Luiz Carlos Pissetti, o projeto já está pronto e foi construído levando em conta conversas com moradores e comerciantes nos últimos meses.

– Haverá uma audiência pública, que o prefeito ainda vai marcar, para justificar porque o plano foi feito dessa forma. A ideia é logo depois disso abrir a licitação e começar a obra ainda no primeiro semestre – comenta.

A revitalização do entorno inclui ainda novas pinturas e sinalizações, construção de calçadas, criação de vagas de estacionamento e ciclovia e reurbanização. Além disso, está sendo negociada junto a Celesc a instalação de rede de energia subterrânea na Estefano José Vanolli.

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Sem diálogo

Presidente do núcleo comercial da Estefano, Alfonso Debatin garante que não houve nenhum tipo de diálogo sobre o binário no São Vicente. Ele diz que sequer sabia que o projeto estava tão avançado a ponto de ter recursos liberados e reforça o posicionamento contra as alterações no trânsito.

A principal alegação é de que a via, com perfil predominantemente comercial, teria muito a perder com as mudanças. Inclusive há um abaixo-assinado em fase final de coleta de assinaturas, que será entregue nas próximas semanas ao prefeito Jandir Bellini pedindo a permanência da mão dupla na via.

– As coisas não podem ser feitas da forma irresponsável. Defendemos que ocorram todas as melhorias necessárias de infraestrutura e sinalização, mas não que seja mão única. A Estefano não tem ligação importante com nenhum outro bairro e se constituiu como uma rua comercial, então precisa manter essa característica – argumenta.

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