Após um mês e meio de testes feitos pela Guarda Municipal de Florianópolis, o bloqueio ao retorno da Avenida Paulo Fontes, em frente à rodoviária, passou a ser fixo, a partir desta segunda-feira (17), em todos os dias úteis no horário de pico da tarde. Das 16h30 até às 20h30, o motorista que vier do Mercado Público e quiser retornar para deixar a Ilha ou seguir para o sul, deverá acessar as ruas Henrique Valgas e Hoepcke.
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A prefeitura também experimentou o fechamento ao longo de todo o dia, mas a avaliação das secretarias de Segurança Pública, Planejamento e Mobilidade da Capital foi a de que durante a manhã o bloqueio não funciona. Segundo a secretária de Segurança, Maryanne de Mattos, nesse turno os veículos estão entrando na cidade, e as ruas internas passaram a receber muito mais carros do que o suportado.
— Fez o trânsito aumentar na Padre Roma e na Pedro Ivo porque de manhã esse retorno é usado para ir pro Centro e não para pegar a ponte. Isso fez com que o trânsito ficasse mais congestionado no período da manhã. Então chegamos à conclusão que no final da tarde vale muito a pena, mas durante o dia não vale em função dessa rotina.
No período vespertino, os agentes de trânsito notaram que o bloqueio impediu aos motoristas que queriam fazer o retorno de praticar fila dupla na faixa, impedindo os demais condutores de seguirem em frente.
Durante as quatro horas em que o retorno ficará fechado, o semáforo de pedestres estárá em fase intermitente (amarelo piscante), e a Guarda Municipal ficará no local orientando os pedestres.
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Relembre:
Estacionamento irregular e multas marcam primeira manhã de bloqueio na Av. Paulo Fontes
O que dizem os usuários
O motorista de aplicativo Altamir Macedo, de 46 anos, aprovou a mudança, mas com ressalvas.
Tomaram a atitude certa, porque quando estava fechado, só tinha que controlar o tempo das sinaleiras, mas agora ficou legal. Só que transferiu a fila lá para Rio Branco.
Já o Julio Cesar de Bairros, de 37 anos, também motora de app, criticou a medida.
Estão pegando um caminho alternativo por trás da Fields (danceteria) para poder cortar. Era só fazer duas faixas para sair da Ilha.
A motociclista Mariana de Souza Barale, de 29 anos, por sua vez, mora em São José e pouco vem até o centro de Florianópolis. Para ela, faltou informação.
Outro dia eu me perdi e fui parar lá na Beira-Mar para conseguir retornar. Agora tem que se acostumar.
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