nsc
    an

    Indústria

    BMW de Araquari retorna às atividades após quase 40 dias de fábrica "paralisada"

    Por causa da pandemia do coronavírus, todas as unidades do grupo no Brasil ficaram fechadas desde o fim de março

    01/05/2020 - 15h48

    Compartilhe

    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra fábrica da BMW vista de dentro
    Fábrica em Araquari produz quatro modelos da BMW
    (Foto: )

    A unidade da BMW em Araquari retorna às atividades nesta segunda-feira (4) depois de 39 dias com a fábrica totalmente paralisada por causa da pandemia do novo coronavírus. Neste período, cerca de 1 mil trabalhadores de todas as localidades do grupo no Brasil estavam em casa — segundo dados de setembro de 2019, 600 destes atuam na fábrica em Santa Catarina. Nem todos retornam agora: colaboradores das áreas administrativas continuarão em home office até junho, e funcionários que fazem parte do grupo de risco e aqueles que não tem com quem deixar os filhos em idade escolar permanecerão afastados.

    Além disso, a empresa informou que a fábrica preparou um plano para redução de jornada de trabalho e salários, conforme a Medida Provisória nº 936/20 de abril de 2020. Promoções e aumentos de mérito foram adiados de abril para outubro, e a BMW também trabalha na redução de diversos custos e medidas adicionais.

    — A negociação garante a totalidade dos postos de trabalho durante três meses de vigência do acordo e três meses adicionais após a conclusão, até 30/11/2020, mantendo o salário líquido dos colaboradores com um mínimo de 95%. Além disso, todos os benefícios e pagamentos dos resultados do ano passado seguem mantidos de forma integral — afirmou a diretora de recursos humanos do BMW Group Brasil, Betina Kraus.

    Ações extras de prevenção

    Ela adiantou que, para a retomada, foi organizada uma força-tarefa para repensar todos os momentos do dia dos colaboradores, desde a saída de casa e a chegada à fábrica, até o retorno ao lar no fim do dia, com implementação de ações que evitam aglomerações, reforçam a higiene e impedem momentos de contágio entre os colaboradores, seguindo as diretrizes globais da OMS.

    — Estamos voltando apenas com os profissionais de produção, com ônibus extras exclusivos de uso do BMW Group Brasil, layout do restaurante na fábrica adaptado e diversas outras medidas que garantem o distanciamento social durante toda a operação. O número de colaboradores na fábrica será reduzido e terá apoio dos profissionais administrativos ainda em home office — explica ela.

    Entre as ações citadas por Betina estão veículos extras higienizados e de uso exclusivo para transporte dos colaboradores, distribuição de kits de máscaras, que farão parte dos itens de equipamento de proteção individual (EPI), além da demarcação de lugares nos ônibus e refeitório.

    Nos restaurantes, além de rodízio para diminuir concentração de pessoas, as refeições serão prontas para serem retiradas e não mais em sistema de self service, para evitar filas. Além disso, as mesas receberam comunicação restringindo os lugares para sentar e favorecendo o distanciamento. Bebedouros foram alterados para não precisarem ser acionados com as mãos, assim como catracas e portas, e pontos com álcool líquido e em gel foram distribuídos em todos os setores.

    Em entrevista à colunista Estela Benetti, o diretor geral da BMW no Brasil, Mathias Hoffmann, contou que o CEO mundial do grupo aconselha que todos "preparem-se para o pior e tenham esperança no melhor". De acordo com Hoffmann, apenas 25% das lojas da rede no Brasil estão abertas, e a fábrica da BMW em Araquari produz apenas para o mercado local, sem realizar exportações.

    Mesmo assim, todos os projetos do grupo empresarial estão mantidos. Hoffmann ainda contou que a pandemia aumentou o interesse dos consumidores por carros e falou sobre a vontade de que a crise leve à maior demanda de carros com novas tecnologias. Leia a entrevista na coluna de Estela Benetti.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Economia

    Colunistas