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Bodyboarder catarinense morre em praia do México

Rafael Piccoli era morador de Florianópolis e estava surfando no local quando teria desaparecido após pegar uma onda

15/05/2019 - 13h05 - Atualizada em: 16/05/2019 - 06h13

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Redação
Por Redação DC
Corpo de bodyboard catarinense é encontrado em praia do México
Fotógrafo mexicano Edwin Morales prestou uma homenagem ao catarinense em sua conta do Instagram
(Foto: )

O corpo do bodyboarder catarinense Rafael Piccoli foi encontrado nesta terça-feira (14), na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, no México. Segundo informações do portal Revista Hardcore, ele morreu enquanto surfava e teria sido levado pela correnteza até uma praia vizinha, onde o corpo foi localizado já sem vida.

Ainda de acordo com o portal, o surfista teria sofrido lesões na região da cabeça e do pescoço, possivelmente motivada pelo impacto das ondas ou do fundo da areia.

Rafael morava em Florianópolis e costumava surfar no Norte da Ilha. Em entrevista à rádio CBN Diário, o amigo da família e também surfista, Rodrigo Ferreira, conta que costumava encontrar Rafael na Praia Brava.

— Ele era muito tranquilo, muito acessível — lembra.

Apesar de Piccoli ser um bodyboard experiente, ele conta que a praia de Zicatela tem um mar muito desafiador, que já tirou a vida de muitos surfistas tão experientes quanto o catarinense.

Rodrigo explica que a praia é uma das mais perigosa para a prática do surfe, pois a plataforma continental onde está localizada faz com que a ondulação oceânica chegue sem filtro, em uma área de areia muito rasa, segundo ele.

— Normalmente em outros lugares do mundo, uma ondulação quebra onde encontra um fundo da mesma altura, ou seja, uma onda de dois metros em cima de uma profundidade de dois metros. Lá foge desse padrão. A gente pode ver ondas de quatro metros quebrando com um fundo de um metro e meio de profundidade, então dá pouca margem para o surfista se proteger do impacto. Ou ele consegue passar para trás da onda antes de ela quebrar ou então vai tomar todo o impacto — explica.

Rodrigo também diz que as correntes são outro agravante. De acordo com ele, quando o surfista tenta fugir de uma corrente, acaba sendo atingido por outra onda, que faz com que ele não consiga subir à superfície, podendo deixá-lo desacordado.

Nesta praia, as ondas podem passar dos 10 metros de altura segundo o surfista. No dia do falecimento do catarinense, as ondas eram de aproximadamente quatro metros.

— Eu conheço bem a praia, mas tenho uma relação meio conflituosa. Ao mesmo tempo que eu sou apaixonada por ela, ela quase me matou algumas vezes, assim como vários amigos — recorda.

Logo na entrada, ele conta que é possível ver algumas cruzes que simbolizam os surfistas que já perderam a vida no local.

— A pessoa chega e já entra em contato com a realidade do lugar. Ao mesmo tempo que tem uma onda espetacular, tem aquele alerta, praticamente a visão de um cemitério em frente à areia — finaliza.

Após a notícia do falecimento, o fotógrafo mexicano Edwin Morales prestou uma homenagem a Rafael em sua conta no Instagram.

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