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Boeing reconhece defeitos no software do simulador de voo do 737 MAX

Segundo empresa, programa era incapaz de reproduzir algumas condições de voo, em especial aquelas que levaram à queda da aeronave da Ethiopian Airlines, que levou à morte de 157 pessoas

19/05/2019 - 16h19

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Por AFP
Boeing 737 MAX teve a segurança posta em xeque após duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos
Boeing 737 MAX teve a segurança posta em xeque após duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos
(Foto: )

A fabricante de aviões Boeing admitiu, neste sábado (18), que teve de corrigir falhas no software dos simuladores de voo destinados a formar os pilotos do 737 MAX, o modelo de aeronave envolvido em duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos.

"A Boeing fez correções no software do simulador de voo do 737 MAX e deu informações complementares aos operadores da aeronave para se assegurar de que a experiência no simulador seja representativa das diferentes condições de voo", afirmou a companhia em um comunicado.

A Boeing não especificou a data em que observou os defeitos do programa, nem se havia informado os reguladores do setor a esse respeito. Segundo a empresa, o software usado nos simuladores era incapaz de reproduzir algumas condições de voo — em especial, aquelas que levaram ao acidente do 737 MAX da Ethiopian Airlines, em 10 de março passado, em Adis Abeba, apenas alguns minutos depois da decolagem. Foram 157 mortos.

As mudanças feitas vão melhorar a formação dos pilotos, afirmou a companhia.

"A Boeing está trabalhando estreitamente com os fabricantes do sistema e com os reguladores nestas modificações e em melhorias para garantir que a formação (dos pilotos) por parte (das empresas) clientes não seja perturbada", acrescentou o grupo.

Cliente de peso do 737 MAX, com 34 aparelhos em serviço, a companhia aérea americana Southwest disse neste sábado à AFP que deve receber um simulador específico do MAX "no fim do ano".

É a primeira vez que a Boeing admite um defeito de concepção do equipamento do 737 MAX. Esse modelo teve seu sistema de estabilização MCAS posto em xeque, após a tragédia da Ethiopian.

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