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    Bolsonaro diz que Guedes tem problemas pontuais, não pediu para sair e fica no governo 

    O presidente afirmou ainda que o ministro da Economia não pediu para sair e fica no cargo "até o último dia" de seu governo

    18/02/2020 - 18h00 - Atualizada em: 18/02/2020 - 18h19

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    Por Folhapress
    Presidente Bolsonaro e Onyx Lorenzoni
    Presidente Bolsonaro e Onyx Lorenzoni
    (Foto: )

    *Talita Fernandes

    O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (18). Afirmou que, mesmo com "alguns problemas pontuais como todos nós temos", Guedes é criticado muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes.

    O presidente afirmou ainda que o ministro da economia não pediu para sair e fica no cargo "até o último dia" de seu governo.

    — Se Paulo Guedes tem alguns problemas pontuais como todos nós temos, e ele sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que (por) possíveis pequenos deslizes. E eu já cometi muitos, muitos no passado — disse Bolsonaro, acrescentando que todos devem muito ao ministro da Economia.

    — O Paulo Guedes não pediu para sair. Aliás, eu tenho certeza que, assim como ele é um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai continuar conosco até o nosso último dia — completou o presidente.

    A fala de Bolsonaro ocorreu na solenidade de transmissão de cargo do novo ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, que ocupará a pasta outrora comandada por Onyx Lorenzoni, agora ministro da Cidadania. A declaração coincide, porém, com o fato de Guedes ter sido criticado por suas declarações públicas. Em uma delas, referiu-se a servidores públicos como "parasitas" ao falar da reforma administrativa.

    Dias depois, minimizou o impacto do dólar alto dizendo que havia uma "festa danada" com "empregada doméstica indo para Disney". Durante o evento, Onyx fez uma série de elogios a Bolsonaro. Ele deixou a Casa Civil após ver a pasta ser esvaziada pelo presidente.

    Bolsonaro, por sua vez, chamou o ministro de leal por seu companheirismo durante a campanha. Ele disse que Onyx não estava deixando o time, mas apenas "trocando o número da camisa".

    A Braga Netto, o presidente se referiu como um bom cidadão e militar. O ministro, por sua vez, disse que espera corresponder às expectativas pelas quais foi escolhido para o cargo.

    — Agradeço ao senhor presidente a designação de chefiar a casa civil. Encaro este desafio de chefiar e integrar as ações com entusiasmo. Espero corresponder às expectativas do senhor e demais integrantes da democracia brasileira. Não me faltarão empenho, abnegação, lealdade para contribuir ao engrandecimento do nosso país. De minha parte, esperem lealdade, respeito comprometimento, assertividade e muito trabalho — disse.

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