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    Bolsonaro fala em fechamento parcial da fronteira com a Venezuela por conta de coronavírus

    Restrição não afetará a circulação de mercadorias.  

    17/03/2020 - 19h00

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    Por Agência Brasil
    Restrição valerá apenas para o trânsito de pessoas por conta do coronavírus
    Restrição valerá apenas para o trânsito de pessoas por conta do coronavírus
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    O presidente Jair Bolsonaro confirmou que o Governo Federal vai fechar parcialmente a fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, a partir desta quarta-feira (18), por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A medida deverá ser publicada na forma de uma portaria interministerial das pastas da Justiça e Segurança Pública e das Relações Exteriores. Segundo o presidente, a restrição valerá apenas para o trânsito de pessoas e não afetará a circulação de mercadorias.

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    - Amanhã (quarta-feira) tem a portaria. Não é o fechamento total, o tráfego de mercadorias vai continuar acontecendo. Se você fecha o tráfego com a Venezuela, a economia de Roraima desanda e, em parte, a da Venezuela também. Não temos como tomar medidas radicais, não vai dar certo - afirmou na portaria do Palácio do Alvorada, residência oficial.

    Para Bolsonaro, que tratou a situação da Venezuela como exceção, o fechamento de fronteiras com outros países não resolve o problema da circulação do coronavírus e disse que a crise não pode ser tratada como histeria.

    - Não tem como você evitar o tráfego de pessoas ali. Há uma certa histeria, como se fechar fronteira resolvesse o problema - afirmou.

    Teste do coronavírus

    O presidente também comentou que já fez um novo teste para diagnóstico do Covid-19 e que divulgará o resultado assim que recebê-lo.

    - Não chegou o resultado, mas chegando, se for positivo ou negativo eu vou divulgar, sem problema nenhum.

    Na semana passada, um primeiro teste para a infecção deu negativo para Bolsonaro. O presidente, familiares e auxiliares que o acompanharam em viagem aos Estados Unidos, há pouco mais de uma semana, estão sendo monitorados e examinados depois da confirmação de que 14 integrantes da comitiva testaram positivo para o novo coronavírus.

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