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    Bolsonaro faz transmissão de máscara e sugere adiar protestos por causa do coronavírus

    Presidente é monitorado após confirmação de coronavírus do chefe da Secom, que viajou com Bolsonaro aos Estados Unidos 

    12/03/2020 - 18h45 - Atualizada em: 13/03/2020 - 08h29

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    Por Jean Laurindo
    Mandetta (E), Bolsonaro (C) falaram sobre aumento de casos de coronavírus e sobre os protestos
    Mandetta (E), Bolsonaro (C) falaram sobre aumento de casos de coronavírus e sobre os protestos
    (Foto: )

    O presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (12) e usou uma máscara para falar sobre o crescimento de casos do novo coronavírus no Brasil. O presidente estava ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que falou sobre os cuidados de prevenção à doença.

    Bolsonaro afirmou que estava usando porque está sendo monitorado depois que um integrante da comitiva presidencial que viajou aos Estados Unidos testou positivo para o novo coronavírus. Ele e outros políticos ainda aguardam a divulgação de exame para confirmar ou descartar a suspeita de Covid-19.

    Na transmissão, o ministro da Saúde defendeu ações como manter distância de pessoas doentes e lavar a mão com água e sabão e utilizar álcool gel.

    Bolsonaro sugeriu adiar o protesto previsto para domingo (15) contra o Congresso e o STF. Ele reconheceu que o agrupamento de pessoas poderia interferir na propagação dos vírus e mencionou a ideia de que os manifestantes façam o protesto "daqui a um ou dois meses".

    — O que devemos fazer agora é evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas porque os hospitais não dariam vazão para atender tanta gente. Então, se o governo não tomar nenhuma providência, sobe e depois de certo limite o sistema não suporta, e problemas acontecem — afirmou o presidente.

    Apesar de sugerir o adiamento, ele disse que "um tremendo recado foi dado" com a organização dos apoiadores para os protestos previstos para domingo.

    Bolsonaro também falou sobre os protestos do próximo domingo em um pronunciamento nas emissoras de TV na noite desta quinta. O presidente disse considerar "legítima" a manifestação do domingo, mas afirmou acreditar que elas precisariam ser repensadas por conta da expansão do novo coronavírus.

    No fim da transmissão, Bolsonaro falou sobre o direito a indicar novos ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou que a decisão final será dele.

    — Ele tem que ser independente, tem, mas tem que estar de acordo com a maioria dos interesses da população brasileira — afirmou.

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