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Bombeiros de SC desenvolvem ações para reduzir mortes por afogamento

Mapeamento do Corpo de Bombeiros está sendo realizado no Estado para identificar locais que tiveram vítima fatais nesta temporada em áreas sem guarda-vidas

15/03/2019 - 05h45 - Atualizada em: 15/03/2019 - 06h19

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Karollayne
Por Karollayne Rosa
(Foto: )

O Corpo de Bombeiros começou o mapeamento de áreas não-guarnecidas — que não contam com guarda-vidas — que tiveram mortes por afogamento no Estado. O objetivo é investir em ações pontuais nesses lugares para prevenir afogamentos no próximo verão. Nesta temporada, a região entre Itajaí e Itapoá, no Litoral Norte, foi a que registrou mais mortes no Estado, onde oito pessoas perderam a vida, conforme dados preliminares do mapa.

A iniciativa surgiu após ter sido observado aumento considerável de mortes nas últimas temporadas, sobretudo em rios e riachos, que subiu gradativamente de 18 para 48 desde 2014 nas áreas onde não há guarda-vidas. O aumento mais expressivo neste período foi dos casos registrados em rios, lagoas, entre outros locais de água doce, sem supervisão, que saltou de 4 para 32 neste período.

— Percebemos que tem morrido muitas pessoas em água doce no interior do Estado, então estamos traçando estratégias para reduzir isso. A gente identificou a localidade de cada afogamento, o local exato. Por exemplo, em Lages tem o Salto do Rio Caveira, um ponto em que os moradores vão lá para se banhar durante o verão. Como a gente já sabe qual é o local, vamos trabalhar para na próxima temporada fortalecer a prevenção na Operação Veraneio — explica o subchefe do Centro de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros, Ian Triska.

Além dos dados da Operação Veraneio, que levam em conta as áreas com guarda-vidas, nos últimos anos têm sido identificados também os locais sem supervisão, visando atuar de maneira preventiva. Com a finalização do mapeamento, ações estão previstas para serem incluídas no planejamento do próximo verão.

— Colocar guarda-vidas onde não tem ou colocar mais placas de sinalização, ainda que as pessoas retirem. Mais boias, uma raia, uma corda na água para identificar a profundidade máxima, enfim. A gente já trabalha na questão da prevenção, mas vamos fazer mais ainda para tentar minimizar essas mortes nos locais onde não tem a presença de guarda-vidas. A gente sabe que são ações que podem sofrer atitudes de vandalismo, se o Estado pagar uma boia de salvamento para ficar lá alguém pode roubar. Mas, por outro lado, pode ser que salve uma vida — afirma Triska.

Interior catarinense têm cinco municípios com guarda-vidas

Lages, Chapecó, Itá, Itapiranga e Mondaí são os municípios catarinenses que contam com guarda-vidas em locais de água doce, como rios, lagoas, riachos. Exceto por Lages, todos eles estão localizados nas regiões Oeste e Extremo-Oeste do Estado.

— A gente tem mapeado os locais onde o pessoal tem o costume de tomar banho, no interior. Mas muitas mortes acontecem em lugares distantes, com dificuldade de a gente prever, porque não são tipicamente frequentado durante a operação veraneio.

Triska conta que a escolha por esses locais onde há guarda-vidas é feita pelos batalhões dos municípios. Além do número de banhistas, a quantidade de dinheiro repassado é levado em conta nesta decisão.

— A maior parte dos recursos recebidos, cerca de 97%, é destinada à contratação dos guarda-vidas civis, ou seja, quanto mais recursos recebidos, mais guarda-vidas são contratados – ressalta.

Nesta temporada, um total de R$ 12,6 milhões foram repassados ao Corpo de Bombeiros, conforme o relatório da Operação Veraneio. Desse valor, R$ 12,2 milhões foram destinados ao pagamento de guarda-vidas civis. São 1.146 em todo o Estado.

— Nosso limite financeiro é o mesmo, então a quantidade de guarda-vidas por ano acaba sendo a mesma. Não temos como reduzir do litoral onde a praia enche e tem muito mais gente. Gostaríamos de ter de três a quatro vezes mais recursos financeiros para colocar guarda-vidas em mais localidades do interior — explica Triska.

Alta temporada de verão termina com 51 mortes por afogamento em SC, 3 em áreas supervisionadas

A temporada de verão, marcada por temperaturas que mais de uma vez beiraram os 40°C, já registrou 51 mortes por afogamento em Santa Catarina. O dado leva em conta o período entre 4 de outubro de 2018 a 11 de março de 2019.

Das 51 mortes, 48 foram em áreas que não contam com a presença de guarda-vidas, sendo 32 delas em rios, lagoas e afins, e 16 no mar. Nos locais com a Operação Veraneio, houve três mortes onde há postos salva-vidas de acordo com Triska: na Praia de Cabeçudas, em Itajaí, no Vale; na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, e em Governador Celso Ramos.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado divide a temporada em três fases: baixa temporada, que teve início no dia 4 de outubro e terminou em 20 de dezembro de 2018; alta temporada, que começou no dia 21 de dezembro de 2018 e terminou no dia 11 de março; e pós-temporada, que iniciou no dia 12 de março e está prevista para encerrar no dia 21 de abril.

A temporada passada terminou com 52 mortes por afogamento no Estado, sendo 51 delas em locais sem guarda-vidas. Destas, 33 aconteceram em água doce e 18 no mar. Conforme levantamento feito pelo Corpo de Bombeiros do Estado, durante a operação 2017/2018 uma pessoa morreu em praia onda há posto salva-vidas.

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