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DIFICULDADES DE RETOMADA 

Brasil caminha para década perdida na economia, a pior em 120 anos 

Estudo analisa baixo crescimento do PIB entre 2011 e 2020 

15/06/2019 - 21h27 - Atualizada em: 15/06/2019 - 21h32

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Por GaúchaZH

Ao mesmo tempo em que flerta com o retorno da recessão técnica, a economia brasileira caminha para mais uma década perdida, expressão que descreve períodos de baixo crescimento econômico. A última registrada no país foi entre 1981 e 1990, quando o avanço médio do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 1,6%.

O que causa calafrios entre analistas é o fato de que, entre 2011 e 2020, a alta deve ser ainda menor. Caso se confirmem as projeções do mercado financeiro para a economia neste ano e no próximo, o avanço do PIB na década atual atingirá o módico patamar de 0,8%. Ou seja, metade do verificado entre 1981 e 1990. Seria o pior resultado em 120 anos, desde o início da série histórica. O levantamento contempla estatísticas do Ipeadata, do Banco Central (BC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

— O baixo crescimento na década atual vem sendo mais calcado em problemas internos do que em dificuldades externas. O diagnóstico é claro. Gastamos mais do que arrecadamos. É preciso resolver esse quadro — observa o pesquisador responsável pelo estudo, Marcel Balassiano, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Apesar das incertezas existentes no cenário, o economista Pedro Dutra Fonseca, professor da UFRGS, ressalta que o país dispõe hoje de instrumentos que fizeram falta em crises do passado, como nos anos 1980. Além da inflação baixa, Fonseca cita a existência de maiores reservas internacionais, calculadas em dólares, que podem funcionar como espécie de colchão de segurança contra choques financeiros.

— Lógico, a crise atual é grande. Mas o país já passou por outros momentos difíceis. Por exemplo, a saída da última década perdida ocorreu depois de várias tentativas de combate à inflação. O problema só foi resolvido com o Plano Real — menciona o professor da UFRGS.

Por Eduardo Viecelli

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