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Casa Branca

Brasil é o principal aliado dos EUA fora da Otan, diz Trump ao lado de Bolsonaro

Presidentes norte-americano e brasileiro falaram à imprensa após reunião nesta terça-feira (19) 

19/03/2019 - 17h34

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Por GaúchaZH

Após a primeira reunião bilateral entre os dois países no ano de 2019, os presidentes norte-americano Donald Trump e brasileiro Jair Bolsonaro falaram à imprensa nesta terça-feira (19). Entre severas críticas à Venezuela, ao "socialismo" e ao "Foro de São Paulo", Trump anunciou que os EUA vão apoiar a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que o país é o principal aliado norte-americano fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

— Eu tenho a intenção de designar o Brasil como o maior aliado fora da Otan. Tenho que conversar com muita gente, mas talvez até mesmo um aliado da Otan, o que seria um grande avanço na segurança e cooperação entre nossos países. Precisamos defender os nossos povos do terrorismo, do tráfico de drogas e do tráfico de pessoas — afirmou Trump durante a entrevista coletiva.

Em sua manifestação, Bolsonaro citou uma frase de Ronald Reagan ("O povo deve dizer o que o governo deve fazer, e não o contrário"), reiterou sua admiração a Donald Trump e disse que quer um Brasil "grande de novo".

— Hoje o Brasil tem um presidente que não é anti-americano, caso inédito nas últimas décadas. Os Estados Unidos mudaram em 2017, e o Brasil começou a mudar em 2019. Estamos juntos para o bem dos nossos povos. Queremos uma América grande e um Brasil grande também — declarou Bolsonaro.

Fóruns de executivos e de energia

Os chefes de Estado declararam que serão reativados o Fórum de CEOs (executivos de empresas) e será construído também um "Fórum de Energia", com ênfase em óleo, gás e outras fontes, para estimular a cooperação econômica entre as duas nações.

— Reciprocidade é a nossa palavra favorita. Estamos comprometidos em diminuir as barreiras, incentivar a inovação. O caminho de abrir a economia e libertar o setor privado é o certo para ter uma economia ainda mais forte. Vejo que o Brasil está engajado nesse esforço — afirmou Trump.

Crise na Venezuela

O presidente dos EUA também pediu durante a coletiva que as Forças Armadas da Venezuela abandonem seu apoio ao presidente Nicolás Maduro, chamando o líder de esquerda de uma "marionete cubana", em um apelo apoiado pelo Brasil.

— Pedimos aos membros do exército venezuelano que acabem com seu apoio a Maduro, que, na verdade, não passa de um fantoche cubano — disse Trump.

Segundo o presidente americano, as futuras sanções contra a Venezuela poderão "ser mais pesadas".

— O regime venezuelano faz parte de uma organização internacional chamada Foro de São Paulo que esteve próximo de conquistar o poder no Brasil — declarou Bolsonaro ao concordar com Trump.

— Eu sei exatamente o que quero que aconteça na Venezuela. Nós temos opções diferentes sobre a Venezuela, vamos conversar sobre elas. Todas as opções estão sobre a mesa. É uma vergonha o que está acontecendo na Venezuela, toda a crise e fome, vamos falar sobre isso em profundidade — disse Trump ao lado de Bolsonaro.

Quando perguntado se apoiaria uma eventual intervenção militar norte-americana na Venezuela, Bolsonaro afirmou que algumas das estratégias são "secretas".

— Tem certas questões, que, se você divulgar, deixam de ser estratégia. É uma questão de estratégia. Tudo que tratarmos aqui será honrado. Mas, infelizmente, certas informações, se porventura vierem à mesa, não podem ser debatidas de forma pública — declarou.

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