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Busto do marinheiro Marcílio Dias vigia os jogadores no Estádio Hercílio Luz, em Itajaí

Obra foi um presente da marinha do Brasil, mas por muito tempo foi sinônimo de má sorte no clube

17/03/2019 - 18h24

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Adriano
Por Adriano Lins
Busto do Marcílio Dias fica de frente para o campo do Estádio Hercílio Luz
(Foto: )

Em uma reunião na noite do dia 17 de março de 1919, os jovens entusiastas do esporte Gabriel Collares, Victor Emmanoel Miranda e Alyrio Gandra foram os responsáveis pelo nascimento do que se tornaria um das mais tradicionais instituições esportivas de Santa Catarina, o Clube Náutico Marcílio Dias.

O clube recebeu o nome do bravo marinheiro morto aos 27 anos, na Guerra do Paraguai, maior conflito armado internacional registrado na América do Sul. O Marcílio Dias foi o quarto clube náutico fundado em Santa Catarina e tem no nome um exemplo de bravura.

Presente da Marinha

Em 15 de dezembro de 1963, a Marinha do Brasil presentou o clube com um busto em homenagem ao marinheiro herói da Guerra do Paraguai. A entrega foi antes da partida contra o Avaí, pelo torneio Luíza Mello. Um sinal de sorte, pois logo depois veio a única conquista estadual do clube.

Segundo o diretor de memória e cultura do Marcílio Dias, Fernando Alécio, o busto ao longo dos anos de amuleto passou a ser sinônimo de azar e acabou sendo deixado de lado no estádio.

A superstição teria começado após um atacante ter feito um gol e beijar o busto. Após este episódio, este jogador nunca mais teria balançado as redes pelo Marcílio Dias.

– Ele foi deixado de lado e até de costas para as quatro linhas. Ele foi restaurado em 2016 e no ano passado voltou a olhar o campo e os marinheiros no gramado – diz.

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