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    Vigilância ambiental

    Calor aumenta a proliferação do mosquito da dengue em Joinville

    Outubro já registra mais casos do que nos meses anteriores. Crescimento acontece em toda SC

    23/10/2018 - 03h00 - Atualizada em: 23/10/2018 - 03h36

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    Por Redação NSC
    Larvas do mosquito encontradas pela viglância
    Larvas do mosquito encontradas pela viglância
    (Foto: )

    Com o início da temporada de calor, a população precisa ficar atenta ao maior risco de proliferação do mosquito da dengue. Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) mostram que o número de casos já está em crescimento em Santa Catarina. Em Joinville, foram identificados 33 focos do Aedes aegypti em outubro, superando os dados dos últimos quatro meses.

    O município acumula 556 focos do mosquito neste ano e está entre as dez cidades com o maior número de casos no Estado. O recorde de registros foi em maio, com 111 em todo o mês. Já nos meses seguintes a média diminuiu, com oscilações de 20 a 31 casos, mas em outubro voltou a crescer.

    Joinville tem três bairros infestados

    Atualmente, a cidade tem três bairros infestados pelo mosquito: Boa Vista, Fátima e Jardim Sofia. Segundo Nicoli dos Anjos, coordenadora da Vigilância Ambiental de Joinville, isso faz com que exista uma grande quantidade do vetor (mosquito), aumentando o risco de uma epidemia. Ela afirma que a tendência é de que o número de focos cresça ainda mais com o aumento das temperaturas.

    — É bem preocupante quando começa a esquentar porque a proliferação é mais rápida e, geralmente no final da tarde, com as tempestades de verão, também acaba acumulando água. Então, em menos de uma semana, ele (o mosquito) já completa todo o ciclo e sai voando — explica.

    Apesar do crescimento no número de focos, o município teve apenas quatro casos de dengue confirmados em 2018 - todos eles no início do ano. Segundo Nicoli, as pessoas foram contaminadas em outras cidades e já chegaram a Joinville com a doença.

    Equipes fazem vistorias em terrenos da cidade
    Equipes fazem vistorias em terrenos da cidade
    (Foto: )

    Trabalho constante da vigilância

    Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, as equipes de vistoria da Vigilância Ambiental circulam pela cidade durante todo o ano para eliminar a água parada das residências e detectar pontos com focos do mosquito.

    Um dos problemas encontrados com frequência é o acúmulo de água em calhas entupidas por vegetação. Em caso dos moradores descumprirem as orientações da vigilância, eles podem ser notificados e até multados pelo município.

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    Dicas para eliminar o mosquito

    - Evite usar pratos nos vasos de plantas; se usar, coloque espuma em volta do pratinho;

    - Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

    - Mantenha lixeiras tampadas;

    - Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água, lembrando de vedar inclusive o “ladrão” com uma tela de proteção;

    - Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

    - Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana

    - Mantenha ralos fechados e desentupidos;

    - Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;

    - Retire a água acumulada em lajes;

    - Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;

    - Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito;

    - Guarde pneus velhos e outros objetos que possam acumular água em locais secos e abrigados da chuvas

    Vigilância atua nos bairros de Joinville
    Vigilância atua nos bairros de Joinville
    (Foto: )

    Características do mosquito:

    - Mede entre 0,5 e 1 cm;

    - Possui cor preta e riscos brancos nas patas, cabeça e corpo;

    - Possui 2 pares de asas transparentes;

    - Possui 3 pares de patas;

    - Voa rasteiro, a no máximo 1 metro do solo;

    - Está mais ativo no começo da manhã e fim da tarde.

    DENGUE

    O que é?

    É uma infecção causada por um vírus, que apresenta quatro sorotipos diferentes: DENV1, DENV2, DENV3, DENV4. Quem contrair dengue causada por um sorotipo não estará imune aos outro três. Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. A doença pode evoluir para uma forma mais grave e ocasionar sangramento na pele, mucosas, órgãos internos e até levar à morte.

    Como se transmite?

    A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. A principal medida é eliminar os criadouros do mosquito.

    Diagnóstico

    É realizado por exames laboratoriais ou pela avaliação dos sinais e sintomas apresentados e pela presença da pessoa em áreas com detecção do mosquito transmissor ou com casos de dengue nos 14 dias anteriores ao início do quadro.

    Tratamento

    Não existe medicamento específico contra a dengue, mas os sintomas podem ser aliviados com o uso de remédios para dor ou febre, prescritos pelo médico. Para prevenir o agravamento da doença, é importante ingerir bastante líquido. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (Aspirina, Melhoral, AAS) e anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

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