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Saúde pública

Câmara de Vereadores não abre processo que poderia afastar Udo Döhler da Prefeitura de Joinville

Onze dos 19 vereadores pediram a abertura da comissão, mas o número foi insuficiente

03/08/2015 - 19h16 - Atualizada em: 24/07/2019 - 18h20

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Por Redação NSC
Votação ocorreu na noite desta segunda-feira na Câmara de Vereadores
Votação ocorreu na noite desta segunda-feira na Câmara de Vereadores
(Foto: )

Marcada por discursos emocionados, bate-boca entre vereadores e plenário lotado, a sessão desta segunda-feira da Câmara de Vereadores de Joinville rejeitou a proposta de abertura da comissão processante que culminaria com o afastamento do prefeito Udo Döhler do cargo.

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Onze dos 19 vereadores pediram a abertura da comissão, mas o número foi insuficiente para concretizá-la. Eram necessários mais dois votos para isso acontecer. Sete vereadores foram contra e um se absteve.

Por quase cinco horas, o Legislativo discutiu o pedido de investigação pelo descumprimento de medidas na área da saúde e pela paralisação dos servidores do Hospital Municipal São José.

No espaço destinado às bancadas em plenário, os vereadores Manoel Bento (PT), Odir Nunes (SD), Maycon César (PPS), Adilson Mariano (PT), Levi Rioschi (PPS) e Zilnety Nunes (PSD) defenderam com vigor a investigação do prefeito, uma resposta ao pedido da 15ª Promotoria Pública por um posicionamento do Legislativo sobre o descumprimento do Executivo na saúde.

- A falta de resposta e de uma postura do prefeito Udo diante de uma cidade parada e refém da falta de gestão é inadmissível. É preciso que se tome uma atitude, e o Ministério Público nos deu uma alternativa - disse Odir Nunes.

A bancada do PMDB, representada pelo vereador João Carlos Gonçalves, usou o tempo na tribuna para defender os investimentos da Prefeitura na área da saúde. Após todas as bancadas terem sido ouvidas, o vereador Maycon César pediu agilidade na votação, o que causou um desentendimento entre ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Fachini (PMDB).

O presidente em exercício do Sindicato dos Servidores, Tarcísio Tomazoni, convidado de Adilson Mariano, sugeriu à casa um projeto de autoria do vereador que altera a lei municipal em relação ao pagamento de adicional de insalubridade. De acordo com o projeto, o prefeito ganharia autonomia para deliberar sobre a necessidade ou não do pagamento.

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