nsc
dc

Frio

Caminhoneiros presos em nevasca na Argentina conseguem seguir viagem 

Somente na fronteira da Argentina com o Chile havia 400 caminhões parados por dias. Catarinenses relataram que os mantimentos já estavam acabando

02/07/2019 - 15h14 - Atualizada em: 02/07/2019 - 15h20

Compartilhe

Darci
Por Darci Debona
Caminhoneiros presos por causa da nevasca
Cleyton Cezar Ulrich, de Pinhalzinho, ficou quatro dias parado por causa da nevasca próximo da Cordilheira dos Andes
(Foto: )

Caminhoneiros catarinenses que estavam a quatro ou cinco dias parados na fronteira da Argentina com o Chile, próximo da Cordilheira dos Andes, conseguiram seguir viagem. Alguns já estavam ficando sem comida.

Um deles é o caminhoneiro Cleyton Cezar Ulrich, de Pinhalzinho.

— Fiquei na cidade de Lujan de Cuyo quatro dias, no pátio da petrolífera YPF, com mais outros caminhoneiros do Oeste de Santa Catarina. No pátio onde eu estava havia 400 caminhões. Estávamos sem banheiro limpo e sem banho. Eu cheguei na sexta e fui liberado na segunda. Mas tinha gente desde quarta-feira. Agora estou em Libertadores, perto dos caracóis chilenos. Acredito que hoje chego em Santiago — disse.

Como a temperatura chegou a quatro graus negativos ele ficava maior parte do tempo dentro do caminhão. Ulrich está levando carne do Mato Grosso para o Chile. Ele relatou que a situação estava ficando complicada pois os mantimentos dos caminhoneiros estavam terminando. A viagem foi interrompida pelo risco de acidente com a pista ficava coberta por uma camada de gelo.

O caminhoneiro Cristiano Guliani, de Concórdia, também mandou um vídeo para a rádio Atual FM, relatando a situação.

— Depois de sete dias esperando na fila, parado liberaram o passo, muito gelo aqui em Liucura, no Sul do Chile. Graças a Deus conosco tudo bem, só o cansaço da espera. Mas a paisagem está espetacular — disse, antes de seguir viagem.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Cotidiano

Colunistas