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    Florianópolis

    Campanha "Quem ama, respeita" entra em campo em jogo do Avaí e Corinthians, na Capital

    40 mulheres foram ao gramado, com os 36 balões, representando o número de feminicídios só em 2019 no Estado

    28/08/2019 - 06h00 - Atualizada em: 28/08/2019 - 06h01

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    Por Redação NSC
    Foram cerca de 40 mulheres com 36 balões, número que representa os casos de feminicídio em SC somente em 2019
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    No último fim de semana o intervalo da partida entre Avaí e Corinthians foi marcado pela visita de 40 mulheres que chegaram ao gramado com cartazes e 36 balões - número exato das vítimas de feminicídio só neste ano em Santa Catarina.

    Leia também: Seminário sobre combate a violência à mulher acontece nesta quinta-feira na Capital

    No jogo deste domingo, que reuniu quase 10 mil torcedores no estádio da Ressacada, a ação teve o intuito de alertar sobre o aumento de feminicídios registrados em 2019 no Estado. Enquanto o locutor narrava e explicava a ação, as mulheres entraram em campo com uma faixa com o slogan da campanha:

    Quem ama, respeita! Vamos virar este jogo!

    Além disso, foi exibido no telão do estádio um vídeo gravado pelo humorista Muriel com seu personagem Manezinho Darci, e pela desembargadora Salete Silva Sommariva. Para encerrar, Elenice Fraga declamou um poema.

    A ação foi realizada pela Cevid/TJSC, Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), escritório Advocacia Sustentável, Fórum Suprapartidário de Mulheres, ONG Mais União e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de SC (Cedim), com o apoio da Prefeitura de Florianópolis, da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, do Ministério Público e da Polícia Civil, entre outros.

    Cartazes com mensagens também foram levados ao estádio
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    Apoio

    O presidente do Avaí, Francisco José Battistotti, fez questão de, junto com sua mulher, Lúcia, receber as mulheres antes mesmo de começar a partida, demonstrando o apoio e respeito pela ação:

    — Aqui é o lugar certo, pois muitos homens vêm aos estádios para extravasar sua agressividade, muitos deles machistas, e todos devem entender que isso não deve ser levado para dentro de suas casas, nem descontar suas frustrações em suas mulheres — afirmou Battistotti.

    Para a desembargadora Salete Sommariva, ações como esta são muito importantes porque realizadas em um ambiente eminentemente masculino:

    — A intenção é levá-los a refletir acerca de atitudes machistas e violentas contra suas mulheres. Parabéns à Cevid e às demais instituições organizadoras, bem como à diretoria do Avaí, por possibilitar que se levasse ao estádio reflexão sobre tema tão importante à sociedade — concluiu.

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