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Canal voltado ao coronavírus recebe mais dúvidas sobre vacinação contra a gripe em Blumenau

Perguntas mais gerais correspondem a 42% das ligações para o 156, opção 1

26/03/2020 - 17h36 - Atualizada em: 26/03/2020 - 17h40

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Estudantes de Medicina orientam população por telefone
Estudantes de Medicina orientam população por telefone
(Foto: )

Para evitar que moradores de Blumenau saiam de casa em busca de ajuda médica sem necessidade - e com isso criem aglomerações em unidades de saúde, facilitando a disseminação do novo coronavírus - a prefeitura criou o Alô Saúde voltado a orientações sobre a doença. Pelo 156, opção 1, dúvidas sobre o que fazer se sintomas surgirem são esclarecidas. Porém, o que os atendentes menos têm ouvido são indagações sobre o Covid-19. Perguntas sobre vacinação contra a gripe são as campeãs do momento.

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Em relatório divulgado na noite desta quarta-feira (25), nos dois dias do serviço (terça e quarta) quase 400 pessoas foram atendidas pelos estudantes do último semestre de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (Furb). Eles são responsáveis, com a orientação de médicos do município, por atender cada ligação que chega ao prédio da prefeitura pelo ramal disponibilizado durante este período de combate ao coronavírus.

Thiago Fachini é um dos 40 futuros médicos que faz o trabalho voluntário (que deve ser convertido em horas curriculares para os envolvidos no projeto). Ele conta que nesta quinta-feira (26), questões sobre a imunização contra o H1N1 foram as mais respondidas. São idosos que não sabem o que fazer para agendar um horário - o serviço está suspenso até a chegada de novas vacinas - ou como será o “drive thru” no terminal da Fonte nesta sexta-feira (27).

- Tem muita gente que liga para tirar dúvidas sobre os decretos e para denunciar empresas que estão trabalhando - conta Fachini.

Os estudante tiveram de se adaptar. Nos computadores, decreto municipal, estadual e até federal precisam ficar abertos para ajudar a população a se informar. De tanto repetir, algumas respostas já estão na ponta da língua. Essas dúvidas mais gerais correspondem a 42% das chamadas. Os questionamentos clínicos significam quase 35%. As mulheres são as que mais discam o 156: 64%.

As conversas duram em média cinco minutos. Os formandos preenchem um questionário padrão antes de ouvir a queixa. Conforme a estudante Camila Pereira, a maioria dos casos clínicos relatados não são graves. São pessoas com dores de cabeça, febre baixa e tosse que ficam indecisas se devem procurar atendimento médico ou não. Se a febre não é persistente e se não há falta de ar a recomendação é permanecer em isolamento.

- Em alguns casos pedimos para a pessoa ligar de novo se houver alguma piora, mas não indicamos buscar um atendimento presencial se os sintomas são brandos. O importante é evitar a exposição em hospitais e postos de saúde - explica Camila.

Poucos moradores foram orientados a procurar atendimento nas unidades, apesar de 26% dos casos informados terem sido considerados suspeitos de coronavírus nesses últimos dois dias. A recomendação é a mesma repetida por especialistas de todo o país: só deve buscar ajuda médica quem tiver febre persistente (mesmo tomando remédio), tosse e falta de ar. Os demais que apresentarem sinais de gripe precisam evitar contato e não dividir itens como toalhas e talheres com familiares da casa. Se tiver uma máscara, pode utilizá-la.

Orientações da prefeitura em casos suspeitos da doença
Orientações da prefeitura em casos suspeitos da doença
(Foto: )

— Tem pessoas que, por ansiedade e nervosismo, acham que estão com falta de ar por causa da doença. Nós ajudamos a manter a calma e identificar qual a gravidade da situação — detalha Fachini.

O serviço é de orientação, já que não se pode fazer uma consulta por telefone. Ainda assim, na opinião do Secretário Municipal de Promoção da Saúde, Winnetou Krambeck, a ferramenta tem diminuído a busca pelas centrais de atendimento montadas para os pacientes com suspeita de coronavírus.

— Temos uma demanda pequena (nas centrais) e isso é bom, sinal que o tele-atendimento está surtindo efeito. As pessoas estão ligando e não indo direto a esses locais — afirma Winnetou.

O Alô Saúde Blumenau funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

WhatsApp

Além do 156, opção 1, a comunidade pode contar com um canal pelo Whatsapp, no (47) 99935-3561. O serviço, que não tem limite de usuários simultâneos, funciona 24 horas como um canal de informações. As respostas são automáticas, mas o cidadão pode ser direcionado para um chat.

O serviço de chat requer que o usuário esteja autenticado no sistema de saúde municipal, o que permitirá que o atendente tenha acesso ao prontuário, facilitando o atendimento mais personalizado.

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