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Casa amarela ainda emperra construção de Angeloni em Joinville

Ministério Público Estadual não quer que a construção da obra do Angeloni prejudique de alguma forma a casa

25/04/2008 - 15h48 - Atualizada em: 26/04/2008 - 07h18

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Por Redação NSC
Casa amarela continua no caminho do Angeloni
Casa amarela continua no caminho do Angeloni
(Foto: )

O Ministério Público Estadual (MPE) propôs uma ação civil pública contra a prefeitura, Fundação Cultural e Angeloni que está atualmente na etapa de obtenção de provas. O MPE não quer que a construção da obra do Angeloni prejudique de alguma forma a Casa Amarela.

O processo será analisado pelo promotor Genivaldo Silva, de Joinville, que, nesta sexta-feira, disse que não havia recebido o material. O parecer do MPE ainda não tem data para ser dado.

O projeto do Angeloni para a construção do novo supermercado segue rápido nos ritos burocráticos. Foi para a Seinfra há poucos dias. Lá, os técnicos aprovaram, mas pediram duas mudanças pequenas no projeto. Agora, os empresários aguardam pelas licenças do Corpo de Bombeiros e da Fundema, onde não devem enfrentar mais problemas.

Segundo Osni Fontan, presidente da Fundema, o projeto é viável e deve receber a licença ambiental prévia até terça-feira. Com as licenças em mãos, o projeto segue para a última parada da burocracia inicial, que é a liberação alvará de construção pela prefeitura.

Se conseguir o documento ainda neste semestre, o Grupo Angeloni pode cumprir a sua previsão. A meta é inaugurar o supercenter até dezembro.

O caso

Em 2006, o Grupo Angeloni anunciou a compra de 16 terrenos na rua Ministro Calógeras, nos Atiradores, para erguer um supercenter. O investimento previsto é de R$ 35 milhões para gerar 300 empregos diretos. Só que o poder financeiro não foi suficiente para fazer com que o planejamento seguisse sem problemas.

O projeto ainda está preso ao papel e o maior desafio continua de pé: uma casa amarela que fica na entrada do terreno de 17 mil metros quadrados. A casa é antiga e por isso chamou atenção da Fundação Cultural e do Ministério Público. Ambos querem a proteger o imóvel e incomodam o Grupo Angeloni. A fundação chegou a declarar a casa uma Unidade de Interesse de Preservação.

Ou seja, ela teria que permanecer de pé. Só que um decreto do prefeito Marco Tebaldi passou por cima da fundação e liberou a demolição. Quando tudo parecia acertado para o Angeloni, o Ministério Público entrou na Justiça. Quer a casa intacta. Adiou os planos mais uma vez.

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