nsc

publicidade

AVENTURA

Casal de Joinville vai morar em kombi e viajar pelas estradas da América

Eles vão viajar à bordo da Chica, veículo totalmente revitalizado e equipado pelo casal 

13/04/2018 - 04h18

Compartilhe

Por Redação NSC
Luana e Ricardo começam a aventura neste sábado, quando saem de Joinville em direção ao Paraná
Luana e Ricardo começam a aventura neste sábado, quando saem de Joinville em direção ao Paraná
(Foto: )

A vida de Luana Porto, 25 anos, e Ricardo Caldeira Pereira, 35 anos, nunca coube dentro das quatro paredes de uma casa e muito menos em apenas uma cidade. Apaixonados em conhecer novos lugares e culturas, o casal sempre gostou de fazer mochilões pelo mundo e, inclusive, se conheceu em meio a uma viagem. Agora, eles começam uma outra jornada juntos, trocando a rotina em Joinville pelas aventuras nas estradas por toda a América a partir deste sábado.

O casal largou tudo no ano passado para se dedicar exclusivamente à preparação da viagem. Luana trancou a faculdade de engenharia mecânica e largou o emprego como engenheira de processos em uma empresa, enquanto Ricardo deixou o trabalho de cozinheiro em uma rede de food trucks. O tempo livre foi usado para arrecadar dinheiro na venda de brigadeiros, brownies, bolos, chaveiros e artesanatos, além de equipar uma Kombi apelidada de "Chica".

O veículo foi todo preparado pelo casal com a ideia de sustentabilidade. A única parte que não teve o trabalho manual de Luana e Ricardo foi o conserto do motor. O restante todo foi feito por eles. A Kombi tem cama, pia, fogão com forno, frigobar, armário para alimentos e outro para roupas, climatizador, reservatório de água, um sistema de descarte de esgoto e também uma ducha externa.

— Além de tentar fazer uma Kombi barata para caber dentro do nosso orçamento que era bem curto, a gente pregou muito em transformar o lixo em algo muito legal. E acho que conseguimos — conta Luana.

O casal começará a aventura ao lado de Chica e do gatinho Chico às 14h30 deste sábado, quando haverá um encontro no posto de informações turísticas da rua Ottokar Doerffel, próximo da BR-101. A partir dali, eles têm definido Morretes e Curitiba como os dois primeiros destinos. Depois vão decidir as próximas paradas à medida em que os dias forem passando.

— Uma das ideias é que a gente não apenas passe pelas cidades que a gente se apaixonar. Nesses lugares queremos ver se conseguimos um emprego por dois ou três meses para termos dinheiro e vivermos a cidade — explica Ricardo.

O objetivo final é fazer a viagem do Ushuaia (Argentina) até o Alaska (Estados Unidos) morando na estrada, mas antes irão até Minas Gerais visitar a família de Ricardo. Ainda não há previsão de quanto tempo deve durar a jornada, mas é certo que deve levar alguns anos. Quem quiser acompanhar a aventura do casal pode acessar o Instagram ou Facebook do @kombichica.

Kombi foi equipado com tudo aquilo que o casal vai precisar na viagem
Kombi foi equipado com tudo aquilo que o casal vai precisar na viagem
(Foto: )

Período de adaptações

A ideia de viajar pelo mundo foi de Luana no ano passado. Ela passava por um momento difícil, de tristeza e estresse, quando decidiu fazer um mochilão para Curitiba. Após descansar e pensar sobre os rumos da vida, ela voltou informando ao companheiro de que pretendia fazer uma aventura sem data para voltar. Ele topou a ideia e decidiram embarcar juntos nessa jornada.

— Uma coisa que a gente tem certeza é que ganhar dinheiro não é o objetivo da nossa vida. Esse é o motivo de estarmos buscando outras coisas boas — explica Ricardo.

A adaptação para a nova realidade vivendo em uma Kombi já começou no ano passado. O casal começou a se desfazer dos móveis e dos eletrodomésticos, vendendo televisão, máquina de lavar, geladeira e tudo aquilo que não iria conseguir levar na viagem. A ideia era se adaptar aos desafios que encontrarão pela frente.

Eles compraram um fogão de duas bocas, uma geladeira de 50 litros e passaram a dormir em um ambiente menor dentro da casa. Segundo Ricardo, a adaptação até foi um pouco difícil no começo porque eles sentiam falta do que foi vendido, mas com o tempo tudo se normalizou.

— Fomos nos adaptando à necessidade e com o que tínhamos. Hoje não sentimos mais falta de uma casa tradicional e acho que o espaço da Kombi é o suficiente para a gente viver bem.

Deixe seu comentário:

publicidade