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Violência

Casal paranaense morto no Morro do 25, em Florianópolis, pode ter sido executado

Delegado que investiga o caso disse que bandidos atiraram à queima-roupa

06/11/2013 - 19h29

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Por Redação NSC
Arma do crime foi encontrada suja de sangue no carro do suspeito preso
Arma do crime foi encontrada suja de sangue no carro do suspeito preso

O casal Michelle Prokopenko, de 33 anos, e Antônio Varela da Silva, 52, foi assassinado a tiros dentro da quitinete onde moravam, na Servidão Franzoni, no Morro do 25, Bairro Agronômica, em Florianópolis. O crime aconteceu por volta de 12h30min de quarta-feira.

Cada uma das vítimas recebeu três tiros _ dois na cabeça e um nas costas. O delegado Adriano afirma que os disparos foram feitos à queima-roupa, o que pode indicar uma execução.

Roselina Silva, que mora ao lado do local do crime, conta que estava almoçando quando o assassinato ocorreu.

- Não escutei nada. Só vi quando a polícia me chamou para dar depoimento - relata.

As vítimas eram naturais de Curitiba (PR) e não tinham passagens pela polícia. Segundo vizinhos, Michelle e Antônio se mudaram para Florianópolis em setembro e pouca gente tinha contato com o casal.

Suspeito preso já era procurado pela polícia

Um suspeito do crime foi preso, por acaso, na Rua Frei Caneca, próximo ao local do crime. Edimilson da Silva Chaves estava com outro homem dentro de um Clio com placas de Pinhais (PR) quando foi abordado pela Guarda Municipal.

- Vi um objeto brilhoso e falei para o meu colega que era uma arma, então fizemos a abordagem. Até então não sabíamos do homicídio - disse o agente Ricardo Pastrana.

Segundo Ricardo, os dois ocupantes do veículo saíram correndo após a abordagem e apenas Edimilson foi capturado. Com ele estava uma pistola calibre .38, suja de sangue e munição. Dentro do carro estava a carteira de identidade de Antônio Varela da Silva.

Segundo o delegado Ênio Matos, que também investiga o caso, Edimilson tem passagens pela polícia nos estados de São Paulo e Mato Grosso. Ele também possuía um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.

Casal era desconhecido na vizinhança

Poucos vizinhos da Servidão Franzoni conheciam o casal.

- A Michelle me falou que veio trabalhar na parada da diversidade, gostou da cidade e resolveu ficar - informa a vizinha Rose Silveira, uma das últimas pessoas a ver as vítimas.

Segundo Rose, o casal trabalhava com reciclagem e tinha uma Kombi, que usava para fazer fretes e coletas de lixo. Na sexta-feira passada, Antônio teria batido o carro. Hoje pela manhã, foi até a casa de Rose pedir dinheiro emprestado para liberar o veículo.

- Pelas 10h ele me pediu R$ 250 reais. Eu ia emprestar à tarde - conta Rose.

De acordo com a vizinha, o casal era "gente boa" não incomodava ninguém.

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