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Casan monitora situação dos rios no Oeste de Santa Catarina

Falta de chuva deixa estatal em atenção com relação ao abastecimento

07/08/2019 - 18h01 - Atualizada em: 07/08/2019 - 18h31

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Darci
Por Darci Debona
Barragem de Guatambu também é utilizada para abastecer Chapecó
Barragem Santa Terezinha, no rio Tigre, em Guatambu, já mostra sinais de redução do nível da água
(Foto: )

Depois de dois meses com chuvas abaixo da média, alguns rios da região Oeste já tiveram a vazão reduzida. Isso ainda não teve impacto no abastecimento das cidades, mas já começa a preocupar. De acordo com o superintendente regional de negócios da Casan, Daniel Scharff, os sistemas aguentam a estiagem até o fim do agosto, mas já há desabastecimento pontual.

_ Em Abelardo Luz, tivemos diminuição no fornecimento de 30 litros por segundo para 25 litros por segundo, devido à redução da vazão do rio Chapecó. Em alguns momentos pode ficar sem abastecimento nas partes mais altas. A situação lá é de atenção. Também tivemos que remanejar a profundidade da bomba em Quilombo. Os rios também estão mais baixos em Passos Maia e Concórdia. Mas o abastecimento não está comprometido _ disse Scharff.

Ele citou que Chapecó é outra cidade que preocupa caso a estiagem prossiga, por ter o maior consumo, mas que o Lajeado São José, onde está a barragem do Engenho Braun, que abastece o município, está aguentando bem e com água passando por cima do vertedouro.

Outra barragem que abastece a cidade, que consome 600 litros por segundo, é a Santa Terezinha, no rio Tigre, em Guatambu.

Lá já é possível ver as margens de terra, onde a água já baixou. Mas, segundo a dona de um camping que existe no local, Maríndia Dal Piva, o impacto ainda é pequeno:

_ Baixou um pouco o nível, mas acho que não chega a 5%, pois a água ainda passa por cima do vertedouro.

Em Seara, a Casan aumentou o tempo de uso do poço profundo, para compensar a queda no volume do rio Caçador, que abastece a cidade.

_ Normalmente a gente operava o poço durante 12 horas, 14 horas. Agora estamos usando o poço 18 horas por dia, pois o rio baixou mais de 50%. Mas o abastecimento é normal e podemos ampliar o horário do poço caso a situação se agrave _ disse o responsável pela Casan no município, Renato Scussel.

De acordo com o pesquisador do Centro de Pesquisa em Agricultura Familiar da Epagri, Ivan Baldissera, em julho choveu apenas 44,6 milímetros em Chapecó, o que representa apenas ¼ da média do mês, que é de 176,2 milímetros. Em julho foram 96,8 milímetros, abaixo da média mensal, que é de 153 milímetros. Em agosto choveu apenas 9,9 milímetros e a média é de 138,6 milímetros.

_ Agosto geralmente é um mês que chove pouco. Mas apesar de pouca chuva nos últimos dois meses, o impacto nos rios é menor, pois temos dias curtos, com pouca insolação, o que mantém a umidade. Se fosse no verão teríamos problema. No campo o impacto nessa época também é pequeno. Afeta algumas pastagens mas o trigo gosta de tempo seco e frio _ finaliza Baldissera.

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