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Nota de repúdio

CDL Florianópolis repudia declarações do secretário da Fazenda Paulo Eli

Em entrevista à rádio CBN Diário na quinta-feira (22), o secretário disse que bares e restaurantes não dão nota fiscal e sonegam impostos

24/08/2019 - 11h37 - Atualizada em: 24/08/2019 - 11h47

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Renato
Por Renato Igor
Secretário Paulo Eli na Assembleia Legislativa
Secretário Paulo Eli na Assembleia Legislativa
(Foto: )

Após reação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC) sobre a declaração do secretário da Fazenda, Paulo Eli, de que bares e restaurantes não dão nota fiscal e sonegam impostos, mais uma entidade criticou a manifestação do representante do fisco estadual.

Em nota, a CDL Florianópolis rebateu o secretário e disse espera uma retratação pública e que "em faria ao sr. Paulo Eli que parasse de enxergar o empresário catarinense como um inimigo do Estado".

Leia na íntegra a nota de repúdio:

"Contumaz no reprovável artifício de generalizar as coisas, a tudo nivelando por baixo, o Secretário de Estado da Fazenda incorre em mais um comentário desrespeitoso com um importante segmento empresarial catarinense, gerador de empregos e, sobretudo, de divisas a abastecer os combalidos cofres estaduais. Dessa vez, o alvo de sua descompostura verbal são os bares e restaurantes instalados no Estado.

É, para além de tudo isso, uma afirmação que denota escandalosa imprecisão com dados que, para quem ocupa tão relevante cargo, deveria ser de profundo conhecimento. É amplamente sabido que os tributos incidentes no setor de bares e restaurantes são, em larga maioria, arrecadados em regime de substituição tributária (ST) – instrumento queridíssimo do sr. Paulo Eli, que não mede esforços em ampliar sua utilização para vários outros setores para os quais a ST é não só incongruente, mas uma verdadeira armadilha que estrangula a produção e os investimentos. Isso sem falar nas recentes tentativas de aumento de carga tributária – algo simplesmente inaceitável por si.

Como se não bastasse, Santa Catarina é um dos estados mais defasados na adoção de tecnologias de emissão de documentos fiscais – um paradoxo difícil de ser explicado, ainda mais se considerarmos que é o estado que mais estimula a inovação e a tecnologia em um mercado cada vez mais conectado.

Portanto, bem faria ao sr. Paulo Eli que parasse de enxergar o empresário catarinense como um inimigo do Estado e sim como um peça chave do desenvolvimento regional. A CDL de Florianópolis repudia suas afirmações e espera, no mínimo, uma retratação pública por quem deveria zelar pela correta e justa aplicação da política tributária estadual ao invés de buscar o holofote com comentários infelizes.

Diretoria CDL de Florianópolis"

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