nsc
dc

publicidade

Censo Agro 

Censo Agropecuário destaca produção familiar em SC e maior taxa de alfabetização do país

Pesquisa do IBGE traça raio-x do universo rural brasileiro e não era feita desde 2006 

25/10/2019 - 14h46

Compartilhe

Lucas
Por Lucas Paraizo
Área colhida de soja mais que dobrou nos últimos 11 anos em SC
Área colhida de soja mais que dobrou nos últimos 11 anos em SC
(Foto: )

Embora o número de fazendas de produção agrícola familiar em Santa Catarina tenha caído 9% nos últimos 11 anos, a agricultura familiar ainda responde por mais da metade (50.7%) da produção do campo catarinense, colocando SC na quinta posição do quesito no Brasil. O destaque está na nova edição do Censo Agro divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (25), com dados coletados em todos os municípios do país em 2017.

A pesquisa traça um raio-x do universo rural brasileiro e traz detalhes interessantes sobre Santa Catarina. Trata-se de um Estado com produtores rurais entre os mais idosos do país (a maioria tem entre 45 e 65 anos) e com a maior taxa de alfabetização do Brasil, com 96,95% dos produtores alfabetizados.

Conforme o Censo, o valor total da produção agropecuária no Estado foi de R$ 20,48 bilhões em 2017, o 9º melhor resultado do país. O maior valor ficou com a produção de soja (27,9% do total), com R$ 2 bilhões, seguida pelo milho, que representou 20%, e do fumo (19,4%). O arroz, com 10,1%, e a cebola com 2,7% completam a lista dos cinco principais produtos de Santa Catarina. Em 37 mil fazendas (20,2%) a produção agropecuária tinha como finalidade o consumo próprio, um número abaixo da média nacional de 40,4%.

No período analisado pelo Censo, Santa Catarina foi o quarto maior produtor nacional de leite, com 2,81 bilhões de litros, equivalente a 9,3% do total do Brasil. O Estado tem também o maior número de suínos do país — são mais de 8,4 milhões de cabeças —, com um crescimento de 28,5% em relação ao censo de 2006. Ainda na pecuária, SC tem o terceiro maior efetivo de galinhas, galos, frangos e pintos, e lidera o Brasil no número de produtores de ostras, vieiras e mexilhões — um mercado que no país depende em 79% de Santa Catarina.

Conforme o IBGE, a pesquisa aponta para caminhos que devem nortear as políticas públicas para o campo. Cenários de envelhecimento do produtor, grande participação familiar e a grande dependência do fumo nas pequenas lavouras são fatos conhecidos mas que, agora, possuem dados precisos atualizados.

Entre as cidades que despontam na produção agrícola, a pesquisa destaca Campos Novos e Mafra na produção de soja e milho, Itaiópolis e Canoinhas no fumo, Forquilhinha e Meleiro no arroz e Fraiburgo e Frei Rogério no alho. Na lista aparecem também produtos em ascensão que passaram a ganhar espaço relevante na produção catarinense na última década, como o maracujá produzido no Sul do Estado e a pitaia, frutos que surgem de parcerias da Epagri com pequenos produtores.

— Como empresa a gente entende que tem que valorizar as cadeias consolidadas de Santa Catarina mas também buscar novas opções, alternativas para o produtor. É o nosso papel público de pesquisar e trazer outras culturas viáveis para trazer renda para o produtor rural catarinense — aponta a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Economia

publicidade

Colunistas

    publicidade

    publicidade

    publicidade