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Cerca de 65% das empresas catarinenses estimam aumento das exportações em 2016

Câmbio favorável e abertura de novos mercado está entre as principais razões do otimismo, diz estudo da Fiesc

24/08/2016 - 09h01 - Atualizada em: 21/06/2019 - 23h41

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Por Redação NSC
Presidente da Fiesc, Glauco Côrte, apresenta Análise do Comércio Internacional Catarinense
Presidente da Fiesc, Glauco Côrte, apresenta Análise do Comércio Internacional Catarinense
(Foto: )

A perspectiva de abertura de novos mercados e o câmbio favorável lideram as razões que levam o empresário catarinense a planejar a retomada das exportações este ano. Depois de um 2015 com queda de 15% no valor dos embarques para o exterior, uma pesquisa feita pela Fiesc mostra que 64% das empresas em Santa Catarina acreditam que irão ampliar as vendas no mercado internacional em 2016.

Além da conjuntura externa, a dificuldade de crescer dentro do Brasil em uma cenário de retração inspira a busca de novos negócios. Prova disso é o avanço de empresas com clientes de fora do país. Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de 2012 a 2015, Santa Catarina teve um incremento de 22% no número de companhias com vendas para o exterior. Apenas nos seis primeiros meses deste ano, foram 1.626 a realizar novos negócios – 274 delas pela primeira vez.

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– Apesar do cenário econômico desfavorável nos últimos anos, os indicadores de comércio exterior vêm apresentando recuperação importante. O câmbio influencia o resultado, mas há o ambiente de cooperação, com a participação de entidades promovendo ações efetivas para as exportações – diz Eduardo Weaver, coordenador-geral de Programas de Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Projeção das exportações em 2016, comparativamente aos valores exportados em 2015

Para o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, a exportação é também uma alternativa para a indústria catarinense buscar saídas para a queda de demanda interna. Para ele, há espaço de retomada nos Estados Unidos, que perdeu o posto de principal parceiro comercial de Santa Catarina para a China no começo deste ano, além de outros mercados asiáticos:

– É positivo o fato de quase 80% das empresas indicarem a intenção de buscar novos mercados. Entre as notícias positivas, temos a abertura da Coreia do Sul para a carne suína. No Japão, que está aberto há dois anos, há espaço para os negócios caminharem com mais velocidade.

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A indústria de alimentos foi a responsável pela maior parte das exportações catarinenses no ano passado, com uma fatia de 39,2% dos embarques. A queda da demanda internacional por produtos deste grupo teve um impacto sobre o desempenho das exportações catarinenses. Para se ter uma ideia: as importações mundiais de carne de frango sofreram retração de 23,7% no ano passado e, ém Santa Catarina, caíram 16,2%.

Este ano, as vendas de carne de frango para o exterior também registraram pequena queda, mas a expectativa é de retomada. De janeiro a julho, Santa Catarina vendeu US$ 961,5 milhões do produto para fora do país, queda de 8,8% em comparação com 2015, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Por outro lado, o setor de carne suína teve um começo de 2016 mais próspero. Nos primeiros sete meses do ano, as empresas do Estado venderam US$ 278 milhões para o exterior, alta de 12% na comparação com o ano passado.

As projeções da ABPA indicam que os volumes embarcados de carne de frango devem crescer neste ano 8% em relação a 2015. Há grande expectativa com a China, além do bom ritmo dos embarques para o Oriente Médio e outros países da Ásia, como Japão e Coreia do Sul. Já para a carne suína, as vendas totais de 2016 em volumes deverão superar em 28% o ano passado. A China tem se destacado na compra de carne suína brasileira. Rússia, Argentina, Chile e Singapura também aceleraram as compras neste primeiro semestre.

Evolução das exportações, importações e saldo comercial catarinense, entre os anos de 2005 a 2015

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