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Rótulo por elas

Cerveja totalmente produzida por mulheres é apresentada em Florianópolis

Coletivo ELA apresenta American Barley Wine às 19h no bar Cozalinda, em Coqueiros

01/09/2016 - 13h05 - Atualizada em: 21/06/2019 - 23h39

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Por Redação NSC
 ¿Fizemos desinfecção no tanque, moemos e arriamos o malte. Produzimos a cerveja com as nossas mãos e temos muito orgulho disso¿, afirma a beer sommelier Aline Smaniotto Tiene
 ¿Fizemos desinfecção no tanque, moemos e arriamos o malte. Produzimos a cerveja com as nossas mãos e temos muito orgulho disso¿, afirma a beer sommelier Aline Smaniotto Tiene
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Santa Catarina é o terceiro Estado brasileiro a receber o lançamento da American Barley Wine, uma cerveja totalmente desenvolvida por mulheres. A bebida com 10% de graduação alcoólica e amargor mais acentuado do que a receita original, que leva maltes tostados e lúpulos americanos, será apresentada e vendida no bar Cozalinda, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, a partir das 19h.

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A produção é do Coletivo ELA, que reuniu em maio 65 cervejeiras artesanais a fim de chamar a atenção para o machismo presente no segmento. A ideia veio depois que uma marca explorou negativamente a imagem de uma mulher no rótulo de uma garrafa. Espaço e equipamentos para a produção da cerveja foram cedidos pela Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista.

O lucro com a venda da cerveja será revertido para instituições de apoio a mulheres vítimas de violência. Em sua página no Facebook, o ELA está recebendo inscrições de entidades que queiram participar da seleção para receber a doação.

Participação catarinense

Elas têm estudado a ciência da cerveja harmonizada com alimentos e tido bons resultados. A dupla catarinense Las Sirenas - Cerveja & Gastronomia, composta por duas mulheres, participará do evento proposto pelo coletivo ELA. Conforme a sommelier de cerveja Larissa Bunese Juk, o cenário para as cervejeiras vem se tornando cada vez mais atrativo.

— O trabalho das mulheres vem sendo bastante valorizado, de igual pra igual ou às vezes até mais procurado em áreas como a sommelieria. Isso acontece pelo fato de, geralmente, a mulher ter um olfato mais aguçado, mais sensível.

Há, no entanto, alguns contextos em que o machismo persiste, conforme Larissa continua.

— Em algumas situações ainda há um certo preconceito no sentido de acharem que há falta de força física para os trabalhos mais braçais, como erguer barris. Então hoje, em Santa Catarina, vejo mais desse preconceito restrito à área industrial mesmo.

Larissa Bunese Juk e Mariana Martinhago, que mantém a Las Sirenas, em Florianópolis
Larissa Bunese Juk e Mariana Martinhago, que mantém a Las Sirenas, em Florianópolis
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Serviço

O que: Lançamento de cerveja produzida pelo Coletivo ELA

Quando: Sexta-feira, 2 de setembro, a partir das 19h

Onde: Bar Cozalinda, Rua Des. Pedro Silva, 2.406, Coqueiros, Florianópolis

Quanto: A entrada no bar é gratuita

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